CTT têm onze meses para deixar Edifício 2000

Banco Santander é proprietário do edifício desde 2003; Correios têm de sair até 1 de Outubro de 2018

10 Nov 2017 / 09:26 H.

Os CTT na Madeira vão deixar o edifício sede (Edifício 2000) até 1 de Outubro de 2018. Esta decisão resulta do facto do edifício no Funchal, construído quando José Pereira de Gouveia era o director coordenador dos CTT e da PT (antes da separação das duas empresas, ocorrida em 1992), ser, desde 2003, propriedade do Banco Santander

Esta situação vem do tempo em que Manuel Ferreira Leite, no governo de Durão Barroso, foi ministra das Finanças e do Estado, decidiu alienar grande parte do património dos CTT, incluindo o edifício sede na empresa, na Madeira, onde funcionava a então denominada Direcção Regional da Madeira dos CTT, tendo em conta a redução do deficit orçamental do estado português.

Com esta decisão política, o Banco Santander ficou proprietário do edifício 2000 e, durante 15 anos, de acordo com o contrato estabelecido, os CTT estavam obrigados a ocupar o edifício sob arrendamento mensal do banco. Contudo, podiam os CTT subarrendar o edifício, e foi o que aconteceu, nos últimos anos, na Madeira. Várias entidades do governo regional estiveram sediadas no edifício, nomeadamente a Direcção Regional de Administração da Justiça (que ocupou todo o 4º andar), a Direcção Regional do Património, a Direcção Regional dos Transportes Terrestres e a segunda Repartição de Finanças. Também, durante alguns anos, a Siram, empresa privada, esteve no edifício, bem como a Time Pice, uma empresa de Call Center sueca.

Entretanto, as empresas foram deixando o edifício dos CTT e, ao momento, apenas uma lá se mantém, as Finanças.

Operações todas centradas no edifício

Neste contexto, em 2018 os CTT na Madeira ou recompram o edifício 2000, situação prevista no contrato de alienação então celebrado entre o governo central e o Banco Santander, ou deixam o edifício. E a decisão é mesmo deixar o edifício, procurando outras soluções, para mais numa altura em que a empresa foi privatizada.

Refira-se, aliás, que os CTT já procuraram, em outras alturas, espaços na região, mas nunca foi encontrada uma solução. Neste momento, para além da Direcção Regional, funciona no Edifício 2000 os CDP (Centro de Distribuição Postal) 9000 (depois da junção com o CDP 9050), o CDP 9300 Câmara de Lobos, entretanto transferido para o edifício, e ainda CDP 9100 Santa Cruz, antes sediado no Caniço. Ainda neste edifício funciona o Centro de Tratamento de Correio, os CTT Expresso e a Estação de Correios Calouste Gulbenkian. Esta será mesmo encerrada e os seus trabalhadores distribuídos depois pelas outras Lojas da empresa.

Com a saída do edifício em 2018, os CTT no Funchal procuram agora encontrar um outro espaço onde possam centralizar todos estes serviços operacionais, mesmo que até lá, na sequência da privatização, possam serem tomadas outras medidas de gestão, nomeadamente no que concerne à distribuição.

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