BE critica “mais um remendo nas viagens para os estudantes”

21 Set 2018 / 16:45 H.

Num comunicado hoje dirigido à redacção pelo coordenador do Bloco de Esquerda/ Madeira (BE/ Madeira), Paulino Ascenção acusou o Governo Regional de aplicar um “novo remendo ao subsídio de mobilidade, para os estudantes”.

Uma medida que considera “de alcance limitado, embora com algum interesse, que é um bónus para os agentes de viagens, mas que ignora a raiz do problema: a liberalização das ligações aéreas não serve a Madeira”.

No entender do bloquista trata-se de “mais um remendo ao subsídio de mobilidade que criou em 2015 e que se tem revelado desastrado”.

“Para os estudantes há a vantagem, de deixarem de adiantar o preço pedido pela companhia aérea, mas só têm direito a quatro viagens por ano neste regime. Se o preço das viagens ultrapassar os 400 euros os estudantes já ficam desamparados, o que no período de Natal é muito provável que aconteça. Ficam desprotegidos também quando se esgotam os voos, pois não há obrigações das companhias disponibilizarem mais voos. Portanto é uma solução de alcance limitado”, argumenta Paulino Ascenção.

“A medida, não reconhece, nem ataca a raiz do problema: a liberalização, que foi uma escolha do PSD-Madeira, acabou com as obrigações de serviço público e explica os preços altíssimos e o desprezo com que a TAP trata os passageiros para a Madeira. A TAP abusa porque pode, porque os madeirenses não têm alternativa”, conclui.