Obras de Leonardo, Basquiat, Van Gogh e Man Ray dominaram leilões em 2017

02 Jan 2018 / 16:08 H.

A venda do quadro de Leonardo Da Vinci, “Salvator Mundi”, ultrapassou, no ano passado, todos os recordes em leilões de arte, mas obras de Basquiat, Van Gogh e Man Ray também marcaram 2017, com os valores atingidos nos principais mercados.

De acordo com o sítio ‘online’ da The Art Newspaper, publicação internacional dedicada ao mundo da arte, fica na história das vendas em leilões a peça de Da Vinci datada de cerca de 1500, vendida por 450,3 milhões de dólares (cerca de 380 milhões de euros), em novembro, pela Christie’s, em Nova Iorque.

Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita, foi o comprador da peça que ultrapassou o anterior recorde, pertencente ao quadro “Woman of Algiers (Version O)”, de Pablo Picasso, vendido, em 2015, por 253 milhões de dólares (210,7 milhões de euros).

Ainda nos antigos mestres da pintura, foi vendido o quadro de Francesco Guardi, “Ponte Rialto com o Palazzo dei Camerlenghi” (meados da década de 1760), por 33,9 milhões de dólares (28,2 milhões de euros), também pela Christie’s, em Londres.

Uma obra de Joseph Mallord William Turner, “Ehrenbreitstein” (1835), foi vendida por 24,9 milhões de dólares, (20,7 milhões de euros), pela Sotheby’s, em Londres.

Nos artistas impressionistas e modernos, Vincent van Gogh esteve no topo, com “Laboureur dans un champion” (1889), vendido por 81,3 milhões de dólares (67,7 milhões euros), pela Christie’s, em Nova Iorque.

Nesta área, também Fernand Léger, com “Contraste de forms” (1913), atingiu 70 milhões de dólares (58,3 milhões de euros), no mesmo leilão, e Gustav Klimt, “Bauerngarten (Blumengarten)” (1907), foi vendido por 64,4 milhões de dólares (53,6 milhões euros), pela Sotheby’s, em Londres.

Quanto à arte do pós-guerra e contemporânea, a grande estrela foi Jean-Michel Basquiat (1960-1988), segundo a mesma publicação, tanto nas vendas em leilões, como em ofertas particulares.

“Untitled (1982), do artista nova-iorquino, foi vendido por 110,4 milhões de dólares (91,95 milhões de euros), pela Sotheby’s, num leilão em Nova Iorque, em Maio.

Na mesma linha, “Sixty Last Suppers” (1986), de Andy Warhol, atingiu 60,8 milhões de dólares este ano (50,6 milhões de euros), num leilão da Christie’s, em Novembro.

Na fotografia, Man Ray (1890-1976) liderou vendas, com “Noire et Blanche” (1926), por 3,1 milhões de dólares (2,5 milhões de euros), pela Christie’s, num leilão em Paris, a mesma leiloeira que vendeu em Nova Iorque, do autor, “Retrato de uma mulher lágrima” (1936), por 2,1 milhões de dólares (1,7 milhões de euros).

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