Associação das petrolíferas congratula-se com fim da crise energética

Lisboa /
19 Ago 2019 / 12:54 H.

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) congratulou-se hoje com o anúncio do Governo de terminar, a partir das 23:59, as medidas de crise energética declaradas há nove dias devido à greve dos motoristas de mercadorias.

“Naturalmente que nos congratulamos muito” com a aprovação hoje, em reunião eletrónica do Conselho de Ministros, do fim da crise energética, afirmou à Lusa o assessor de comunicação da Apetro, João Reis, considerando que “o Governo agiu muito bem, com a prudência necessária” e que os níveis de ‘stock’ de combustíveis “estão em valores bastantes confortáveis”.

As medidas de crise energética tiveram como objetivo garantir o abastecimento energético para assegurar o funcionamento do Estado, da Defesa e dos setores prioritários da economia, bem como a satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas.

“O efeito de uma greve poderia de facto ser muito nocivo para o país e para a economia, a tentativa de minimizar esse efeito e o civismo da população portuguesa (que cumpriu os limites de abastecimento) permitiram que fossem minimizados os efeitos e o balanço, com os constrangimentos de uma greve, foi positivo”, considerou João Reis.

O fim da crise energética foi justificado pelo Governo “considerando o termo da greve decretado pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, no dia 15 de agosto, e pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, no dia 18 de agosto, assim como a evolução favorável registada ao longo do período de crise energética nos postos de abastecimento de combustível exclusivos integrados na Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA)”.

O Governo decidiu ainda que “os postos de abastecimento de combustível exclusivos integrados na REPA passam a constituir postos de abastecimento de combustíveis não exclusivos” e que “o volume máximo de gasolina ou gasóleo que pode ser fornecido a cada veículo automóvel passa a ser de 25 litros”.

“Nos postos de abastecimento não pertencentes à REPA, com exceção dos postos de abastecimento localizados nas regiões autónomas, mantêm-se os limites já em vigor de 25 litros para veículos ligeiros e de 100 litros para veículos pesados”, lê-se ainda no comunicado do Conselho de Ministros.

Foi há 10 dias, em 09 de agosto, que o Conselho de Ministros declarou a situação de crise energética, entre as 23:59 desse dia e as 23:59 de 21 de agosto, em todo o território nacional.

O executivo decidiu na altura constituir a REPA, a rede de postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados - como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros - e uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral, mas com restrições na quantidade de abastecimento.

A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado. Na quinta-feira, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) manteve-a e só desconvocou o protesto no domingo, após um plenário de trabalhadores.

Para terça-feira está marcada uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para serem retomadas as negociações entre a associação patronal Antram e o SNMMP.

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