Insustentável leveza

Hoje temos orgulho em termos reduzido em mais de mil milhoes a nossa dívida pública

17 Mar 2019 / 02:00 H.

À medida que o tempo passa e mais acompanho as novas gerações, mais me vou deparando com algumas dúvidas existenciais. Estamos num tempo novo. De grande evolução e mutação, onde não há tempo para parar, para reflectir, para ensinar, para dialogar, para meditar, para dar um passo atrás e depois evoluir no sentido certo.

Como se comporta hoje a nossa sociedade? Que valores são importantes? Que princípios como a responsabilidade, o compromisso, a lealdade, existem? O que estamos a transmitir às novas gerações?

Resultado de uma sociedade consumista, egoísta, mais supérflua, do imediatismo, onde apenas contam os resultados imediatos, não interessa se ajudam a criar estratégias ou não, temos sempre a tendência de olhar apenas para o presente e não para o futuro.

Não se olha nem se prepara o futuro, tal como não se olha para o passado para aprender com tudo aquilo que foi desenvolvido pelos nossos pais e avós.

Esta (insustentável) leveza, vai trazer-nos muitos problemas. Hoje não se olha com admiração e respeito para o passado, pois já o foi! Não se olha e prepara o futuro, pois vem longe. Apenas conta o imediato e o presente.

Na nossa sociedade, as pessoas são julgadas e admiradas como se não tivesse havido passado nem um dia, o futuro.

Tem de haver um trabalho de respeito e admiração pelo que já foi feito e pelo que ainda virá. Respeito pela nossa sociedade e princípios.

A nossa Ilha há 40 anos atrás era subdesenvolvida. Hoje, uma das regiões ultraperiféricas mais evoluídas e que contribui para o crescimento económico do nosso País.

Fico chocado quando vejo determinados governantes da República, que a convite de um grupinho de gente socialista madeirense, vêm à Madeira, dar bitaites e “ensinar” o que não conseguem implementar na terra deles. Com muita lata e descaramento, acusam-nos de despesismo e dívida. Da política do betão, de termos constituído dívida.... Esta mesma gente, que aterrou no aeroporto pago pelos madeirenses, que não sabem sequer onde fica o Caniçal nem a Calheta ou São Vicente, vêm atrás dos socialistas madeirenses, envergonhar-nos dizendo que só constituímos dívida. Os madeirenses têm três períodos eleitorais (Maio, Setembro e Outubro), para dizer a esta gentinha, que aqui quem manda somos nós e não precisamos de lições de moral de quem nunca fez nada nem tão pouco tem obra para mostrar.

O betão na Madeira desenvolveu todos os Concelhos e deu segurança e bem estar às populações. Trouxe estradas, casas, pavilhões, centros de saúde, centros de dia, escolas, industria, hotelaria e desenvolvimento económico. Emprego, salários e autonomia. Tirou os miúdos da fome e fez com que comessem três refeições por dia. Evitou que as crianças na adolescência, das zonas rurais, para estudarem, tivessem de sair de casa ao domingo à tarde para regressarem a casa apenas na 6f seguinte, ficando como alunos internos de colégios.

Graças à elevada defesa dos interesses de todos os madeirenses, hoje exportamos conhecimento e tecnologia e know how da nossa Universidade da Madeira e convidamos elevados quadros internacionais de empresas a estarem presentes e a trabalharem na Madeira.

Hoje temos orgulho em termos reduzido em mais de mil milhões a nossa dívida pública, em termos reduzido a carga fiscal às famílias e empresas e estarmos a crescer economicamente mais do que todo o país.

Ao contrário dos iluminados da republica, onde a dívida publica não para de crescer, onde quase não ha crescimento económico e onde a política de betão não serviu para desenvolver e criar infraestruturas rodoviárias e ferroviárias e/ou marítimas, mas sim e apenas para enriquecer socialistas primeiros ministros que já foram presos e que destruíram o país levando-o à bancarrota, aqui na Madeira temos orgulho no nosso passado e criamos uma Região preparada para o Futuro.

Na nossa Terra, com os Madeirenses, soubemos construir uma Região de oportunidades, de emprego, de trabalho e desenvolvimento.

O futuro é nosso. não dos apetites de poder dos continentais para instrumentalizarem a nossa terra.

O futuro é dos nossos filhos. Com alma e coração da Madeira.

Esta insustentável leveza onde só brilham sorrisos e fotografias instrumentalizadas por Lisboa, onde por detrás de falsas promessas existe sempre uma ligação familiar ou tentacular a um qualquer posto de trabalho público para im primo, uma namorada, um amigo ou um filho, que mesmo sem nada terem feito até aqui, propõem-se a resolver todos os problemas. Nem sabem do que falam. Desconhecem por completo a nossa realidade. São instrumentalizados por Lisboa e ainda querem governar a Madeira.

Esta insustentável leveza, vai destruir empresas e famílias, vai destruir gerações e criar a subsidio dependência, em vez de criar emprego e desenvolvimento.

Temos de estar bem alerta e de forma atenta, com responsabilidades, imparcialidade, olhando para o copo meio cheio e não apenas para o copo meio vazio, e com determinação, optar pela nossa segurança, pelos nossos valores, pelo conhecido.

Não pelo escuro, pela tentativa de poder, e pelo controlo remoto de Lisboa. Não somos tontos nem muito menos marionetas do poder Central, instrumentalizados por gente que só vem à Madeira nas eleições.

Nós, madeirenses, é que sabemos o quanto nos custou chegar até aqui. Não queremos mais 600 anos de colonialismo e muito menos, de constantes interferências no nosso dia a dia.

Que a insustentável leveza, não se transforme, numa insustentável dor de cabeça ou pesadelo...

O nosso passado e presente, são e serão sempre, o maior e melhor barómetro da nossa vida.

Pedro Bettencourt Calado
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