Prometidos 9 mil milhões para erradicar mortalidade materna e violência contra mulheres

14 Nov 2019 / 16:17 H.

Vários países e organizações prometeram hoje, em Nairobi, destinar nove mil milhões de dólares (cerca de 8,1 mil milhões de euros) nos próximos dez anos para melhorar os direitos reprodutivos das mulheres e erradicar a mutilação genital, a mortalidade materna e a violência de género.

Num comunicado divulgado no final da conferência coorganizada pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, na sigla em inglês), pelo Quénia e pela Dinamarca, os organizadores anunciaram que vários governos assumiram o compromisso de destinar até mil milhões de dólares (cerca de 900 milhões de euros) para acelerar o cumprimento destes objetivos.

Ao longo da semana, várias organizações não-governamentais e empresas tinham já prometido financiamentos de 8 mil milhões de dólares (7,2 mil milhões de euros), 7 mil milhões de dólares (6,3 mil milhões de euros) dos quais serão disponibilizados pela ONG World Vision.

Durante a conferência de imprensa de encerramento da cimeira de Nairobi, os organizadores escusaram-se a divulgar outros compromissos de financiamento, alegando estarem ainda a coletar dados.

Um estudo conjunto do UNFPA e da universidade norte-americana John Hopkins estimou em 264 mil milhões de dólares (cerca de 240 mil milhões de euros) os custos para acabar com a mortalidade materna, conseguir cobertura universal de planeamento familiar e por fim à violência de género até 2030, sendo que deste total, existe atualmente um défice de financiamento de 222 mil milhões de dólares (cerca de 200 mil milhões de euros).

A cimeira de Nairobi assinalou os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (ICPD), realizada em 1994, no Cairo, e durante a qual 179 governos adotaram um programa de ação com vista ao empoderamento das mulheres e raparigas como forma de promover o desenvolvimento das famílias, comunidades e países.

“Foram feitos progressos em todo o mundo. Quando nos reunimos no cairo em 1994, as mulheres nos países menos desenvolvidos tinham mais de seis filhos. Hoje têm 4. Na mortalidade materna, falávamos de 1.600 mulheres que morriam nessa altura, hoje são 800. Houve progressos, mas precisamos acelerar porque ainda não são suficientes”, disse Arthur Erken, diretor de Comunicação do UNFPA.

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