Líder do PSOE garante que não vai negociar futuro governo com Cidadãos
O líder do PSOE, Pedro Sánchez, vencedor das eleições gerais de Espanha, garantiu este domingo que não vai negociar a formação de um executivo com o partido Cidadãos, apesar de admitir governar com todos, no âmbito da Constituição.
Sánchez deixou esta garantia no seu discurso de vitória perante os cerca de mil apoiantes que se concentraram no domingo à noite da sede do partido em Madrid, que fizeram questão de recordar as suas ‘linhas vermelhas’ em matéria de pactos: “Com Rivera, não” e “Não é não”.
“Creio que isso ficou bastante claro, não?”, respondeu o líder dos socialistas espanhóis.
No entanto, Sánchez assinalou que vai estender a mão a todos os grupos para governar “dentro da Constituição”.
“A partir das nossas ideias de esquerdas e da nossa posição progressista, vamos estender a mão a todas as formações políticas dentro da Constituição, para governar contra as desigualdades sociais, em concórdia e com limpeza democrática”, comentou, afirmando que o respeito pela lei fundamental espanhola é “a única condição”.
Discursando ao mesmo tempo que Sánchez, o líder do Cidadãos (direita liberal), Albert Rivera, assumiu na noite eleitoral de domingo que o PSOE governará Espanha com a coligação Unidas Podemos (extrema-esquerda) e os nacionalistas, o que considerou como “má notícia”.
Rivera disse também que a “boa notícia” é que o seu partido fará uma oposição leal à Constituição e acabará a governar o país.
O PSOE foi hoje o partido mais votado nas eleições legislativas espanholas, embora sem obter a maioria absoluta, ao eleger 122 deputados, quando estão apurados 99,5 por cento dos votos.
O Cidadãos foi o terceiro partido mais votado nas eleições legislativas espanholas, elegendo 57 deputados, mais 25 do que na legislatura anterior, ficando a nove lugares do Partido Popular (PP, o segundo partido mais votado, que elegeu 66 deputados).