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EUA pedem a membros da ONU para ficarem “do lado das forças da liberdade” na Venezuela

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo

O secretário de Estado norte-americano pediu hoje aos membros da ONU para se colocarem “ao lado das forças da liberdade” na Venezuela, lideradas pelo presidente do parlamento, Juan Guaidó, no âmbito de uma reunião do Conselho de Segurança.

“Não testem a nossa determinação”, disse também Mike Pompeo, ao comentar a intenção do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de expulsar os diplomatas dos Estados Unidos do país.

Para o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Nicolás Maduro dirige um “Estado mafioso ilegítimo”.

A Rússia tentara anteriormente bloquear a reunião do Conselho de Segurança sobre a situação na Venezuela, que decorre hoje, em Nova Iorque.

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, acusou “os Estados Unidos e os seus aliados de quererem depor o Presidente” da Venezuela, negando ao Conselho de Segurança o direito de discutir a situação no país.

O diplomata russo denunciou a tentativa de um “golpe de Estado” e defendeu que a crise na Venezuela releva de uma “situação interna”.

Na sua resposta, Mike Pompeo sublinhou que “o regime de Nicolás Maduro reprime o seu povo” há anos. Milhares de venezuelanos fugiram do país, desestabilizando a região, acrescentou.

A Rússia começou por tentar impedir a realização da reunião numa votação procedimental prévia, mas não conseguiu o número de votos suficientes para o efeito -- eram necessários pelo menos nove dos 15 membros do Conselho de Segurança, mas apenas a China, a África do Sul e a Guiné Equatorial votaram ao lado da Rússia.

Os seis países ocidentais membros do Conselho de Segurança (Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Polónia) votaram com o Peru, Koweit e a República Dominicana a favor da realização da reunião do conselho, convocada pelos Estados Unidos, e que conta com a participação dos chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da Venezuela. A Indonésia e a Costa do Marfim abstiveram-se.