Solução para enfermeiros da Madeira como a dos professores

08 Fev 2019 / 16:36 H.

“Vamos chegar a acordo com os enfermeiros, como chegámos com os professores.” Afirmação é do presidente do Governo Regional e foi dita quando questionado sobre a requisição civil decidida pelo executivo de António Costa, para alguns hospitais do continente, que enfrentam a greve de enfermeiros.

Miguel Albuquerque disse que uma medida dessas não se justifica na Madeira, onde, nas palavras dele, existe “estabilidade e confiança dos profissionais” de saúde, em geral, com quem tem havido “sempre diálogo”.

“Aqui não há greve”, vincou, antes de se mostrar convicto de que as negociações com os enfermeiros vão culminar num acordo, tendo a referência sido a transcrita ao início.

Miguel Albuquerque aproveitou para mandar uma farpa política ao dizer ser paradoxal que a medida foi tomada por forças políticas que disseram reverter as medidas penalizadoras dos trabalhadores.

Miguel Albuquerque falava no hospital Dr. Nélio Mendonça, no contexto de uma cerimónia para assinalar a acreditação da Pediatria e da Cirurgia Pediátrica com o nível bom do sistema ACSA, pela DGS.

O presidente do Governo lembrou que, com estas, são já 15 as certificações e garantiu que outras se seguirão.

Albuquerque revelou, que, no “último ano de mandato” o seu executivo fez uma “reflexão sobre as linhas essenciais das políticas de saúde”. Essas linhas passaram por “um grande esforço para reintroduzir equilíbrio financeiro no sistema de saúde”. O presidente disse que encontrou um sistema com muitas disfuncionalidades, resultantes de problemas de financiamento do tempo do PAEF.

Outra linha foi a do cumprimento de “um dos grandes desígnios” que consistiu em lançar o concurso para a construção do novo hospital. “É um compromisso irreversível e que será concretizado”.

Como terceira linha de actuação, “houve a preocupação melhorar as condições de operacionalidade” dos equipamentos existentes.

Por fim, o presidente do Governo referiu-se “ao ambiente de diálogo e concertação com as classes de profissionais na área da saúde (...). Há respeito pela dignidade profissional de todos os sectores.”

A cerimónia decorreu na sala de sessões/biblioteca e contou com o secretário da Saúde e presidentes do IASAÚDE e do SESARAM, além de membros dos serviços acreditados. Filomeno Paulo, da Cirurgia pediátrica, e Conceição Freitas, da pediatria, em representação da directora de serviço, Sidónia Nunes.

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