PSD diz que o novo ministro tem sete meses para resolver questão da mobilidade

18 Mar 2019 / 15:40 H.

O PSD espera que o novo ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, consiga resolver em sete meses a questão da mobilidade entre a Madeira e o Continente, coisa que o seu antecessor, também Pedro, mas Marques, e agora candidato a eurodeputado, não fez em 40 meses de Governo.

“O Partido Social-Democrata, mais uma vez, pede ao governo da República para que, de uma vez por todas, resolva a questão da mobilidade para a Região Autónoma da Madeira”, afirmou o deputado à Assembleia da República Paulo Neves, após uma reunião com o responsável da Ordem dos Economistas, onde, além da mobilidade, falou-se sobre turismo, sobre o Brexit e sobre o Centro Internacional de Negócios.

“Nós temos um governo da República que já tem 40 meses de funcionamento, pois, em 40 meses, o Partido Social-Democrata tem todos os meses insistido para que melhore o sistema de mobilidade para com as regiões autónomas, mas especial para a Madeira, e o governo da República tem assobiado para o lado”, disse.

E, para Paulo Neves, o grande responsável por esta situação foi o ministro Pedro Marques, que “já pediu asilo ao Parlamento Europeu”. “Esse já foi embora, mas foi responsável por não se resolver o problema da mobilidade para a Região Autónoma da Madeira e agora temos um ministro novo, que também é Pedro, mas, no caso, Pedro Nuno Santos. Esse tem sete meses para ser ministro e demonstrar o que é que vale e nós na Assembleia da República vamos ser muito exigentes com este novo ministro.”

“Há uma promessa que nós vamos fazer: não vamos deixar cair a questão da mobilidade na Assembleia da República e vamos exigir da República soluções para esta questão”, garantiu.

Ainda no capítulo da mobilidade, Paulo Neves salientou que os resultados negativos agora apresentados TAP só vêm provar que o PSD tinha razão quando chamava à atenção para “a má gestão da companhia aérea”.

“Pelos vistos vai apresentar prejuízos bastante elevados, o que é lamentável porque, curiosamente, apresenta prejuízo a TAP como um todo, mas com a Região Autónoma da Madeira apresenta lucro. Ou seja, os madeirenses estão a pagar para a TAP ter menos prejuízo daquilo que tem. Em contrapartida, aquilo que a TAP nos dá é preços elevados e um mau serviço.”

Nesse sentido, o deputado salienta que o PSD vai estar atento e vai “responsabilizar também aqui o Governo da República pelos maus resultados da TAP”, referindo que o Governo da República e os seus administradores têm por princípio dizer que não têm nada a ver com a TAP, quando foi justamente este Governo que reverteu a privatização da Transportadora Aérea “com a justificação de que assim era melhor porque iria mandar na TAP”.

“A verdade é que não manda, deixa que se passe o que se quiser na TAP. E é isso tem acontecido e os resultados são aqueles que nós agora já conhecemos”.

Paulo Neves aproveitou ainda para lembrar que o serviço público também se faz para as comunidades, e, entre elas, a Venezuela assume uma particular relevância. Assim, assegura que o PSD/M e os seus deputados à Assembleia da República não aceitam “que a TAP siga o exemplo de algumas outras companhias aéreas que cortaram a ligação com Caracas”.

O deputado reforçou que “se há uma comunidade que precisa de ter uma ligação aérea directa e constante é precisamente a nossa comunidade na Venezuela”.