Nós, Cidadãos! diz que basta de “bullying político” sobre os madeirenses e portossantenses

15 Jan 2019 / 11:18 H.

O Nós, Cidadãos! critica a postura da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que veio ao Funchal, a um evento político-partidário anunciar que o seu ministério está a “estudar” e a trabalhar numa solução sustentável para assegurar a continuidade territorial por via marítima entre a Madeira e o continente, tendo deixado a porta aberta para que a ligação ferry venha a ser uma realidade e passe a ser feita agora Funchal e Lisboa, tendo já dado “orientações à administração do porto de Lisboa para estudar uma localização para a instalação de uma rampa para o acesso dos veículos.

sobre esta questão, o NÓS, Cidadãos! (NC) relembra outros “estudos apregoados pelo vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, no transato mês de Agosto. De acordo com Filipa Fernandes, presidente do NC na Madeira e no Porto Santo, Calado considerou que a operação ferry entre o Funchal e Portimão “seria um teste”, sem esclarecer, até hoje, que tipos de “testes” foram efetuados e quais os resultados/efeitos obtidos, realçando, no entanto, que a operação de transporte marítimo em causa custou aos cofres públicos regionais 3 milhões de euros, em apenas 3 meses, para a efetivação de apenas 12 viagens entre o Funchal-Portimão-Funchal.

Considerando que os problemas/assuntos da Região têm servido de ‘arma de arremesso político’ entre os dois partidos políticos e os dois Governos, Regional e da República, o Nós, Cidadãos!, diz que “nenhum satisfez a ambição e a vontade de muitos cidadãos da Região” sobre a ligação regular, via ferry, entre a RAM e o continente, bem como “o novo serviço de transporte marítimo anunciado de passageiros entre a Madeira e o Continente, a bordo de um porta contentores, com um custo de 140 euros por trajecto, incluindo camarote e refeições, que demora 52 horas (mais do que uma ida e volta, em transporte aéreo, entre Lisboa e a Austrália), não é a solução que os madeirenses procuravam”. Sendo certo que, de acordo com o NÓS, Cidadãos!, muito terão os madeirenses de esperar para que algo de concreto se efective no sentido de tornar a promessa (e todos os estudos já anunciados) uma realidade.

Os madeirenses e portossantenses têm assegurado relativamente à ligação ferry regular, por parte do Governo Regional e da República, é “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”, diz Filipa Fernandes, salientando que o Orçamento de Estado para 2019 (OE2019) “deixou o ferry de fora”, o PS-Madeira “não apresentou qualquer proposta aquando da sua discussão na especialidade e chumbou uma proposta apresentada para que a ligação marítima via ferry fosse assegurada todo o ano”. Além disso adverte para o facto de os agentes políticos regionais e nacionais, “na ânsia absoluta de chegarem ao poder em 2019, tentam impor a sua vontade, ameaçam não dar apoio ou não permitir que algo se efetive que possa ‘ajudar terceiros’, esquecem e não resolvem problemas, mostram uma certa apatia perante alguns dos compromissos/promessas que assumiram para com os que os elegeram e mesmo perante críticas que lhes são feitas”, entendendo que a política, que muito interfere na vida dos cidadãos, tem de resolver os problemas urgentes e tem de gerar esperança num futuro melhor.

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