“Não estamos a estancar a pobreza nas suas origens”

Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, o padre Jardim Moreira, salientou que temos de acabar com a pobreza geracional

25 Mar 2019 / 15:22 H.

A Madeira tinha, no final de 2017, a segunda mais alta taxa de risco de pobreza do país, só ultrapassada pelos Açores, figurando as duas regiões autónomas com percentagens muito distantes da média nacional, 17,3%, mais precisamente 27,4% e 31,2% respectivamente. A esses dados há que referir que um estudo aponta que são precisas cinco gerações para tirar uma fatia da pobreza.

É porque mais do que ajudar os pobres a sobreviver no dia a dia, a Rede Europeia Anti-Pobreza pretende retirar as pessoas desses ciclo vicioso e leva o seu presidente a afirmar que “não estamos a estancar a pobreza nas suas origens”.

O padre Jardim Moreira acredita que no dia que restituirmos a dignidade da pessoa humana, tal como vem escrito no primeiro artigo da Constituição da República Portuguesa, conseguiremos alcançar esse objectivo.

Afirmações na apresentação do núcleo regional da Madeira da Rede Europeia Anti-Pobreza, que decorre no auditório da Reitoria da Universidade da Madeira e junta na mesma sala e almejando os mesmos objectivos a grande maioria das entidades e associações que trabalham nesta área social.

Presente no evento, em representação do Governo Regional da Madeira, está a secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rita Andrade, que afiança o empenho do Governo na procura por este objectivo de retirar da pobreza os milhares de madeirenses que vivem da caridade da sociedade civil.

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