Margarida Pocinho realça importância do CINM e culpa “partidos de esquerda” pela situação

16 Abr 2019 / 19:24 H.

A candidata do CDS-PP Madeira às eleições europeias de 26 de Maio, desafiou esta terça-feira o PS, o BE e o PCP a explicarem aos madeirenses “onde é que a Região irá buscar a receita fiscal” que poderá vir a perder, em resultado das campanhas destes partidos contra o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), denúncias que levaram Bruxelas a investigar os apoios concedidos às empresas ali registadas.

Margarida Pocinho, acompanhada do dirigente do CDS, Paulo Costa, reuniu-se esta terça-feira com o presidente da Associação dos Profissionais do Centro Internacional de Negócios da Madeira (APCINM), Roberto Santos, e no final do encontrou disse que os madeirenses “não podem, de modo algum, abdicar do Centro Internacional de Negócios”, e explicou porquê: “Onde é que nós vamos buscar os 120 milhões de euros, que equivalem a 13% de toda a receita fiscal arrecada em 2018 na Região?”, perguntou a candidata, para lançar um desafio: “Ainda ninguém nos explicou, em particular os partidos de esquerda, PS, BE e PCP, que receita milagrosa têm para recuperar esses 120 milhões de euros. Se perdermos esta receita, será uma catástrofe, uma situação de crise económica que não sei se não será igual ou pior à que ainda estamos a ter resultante da dívida”.

Margarida Pocinho disse que o CDS irá utilizar todos os meios disponíveis ao seu alcance para, em Bruxelas, “influenciar de forma positiva os dirigentes europeus a favor do Centro Internacional de Negócios”, fazendo-os “pensar e repensar na importância do Centro” para uma região ultraperiférica como é a Madeira. “Há aqui outro factor que são os 3 mil postos de trabalho que podem estar em causa”, lamentou a candidata ao Parlamento Europeu.

“Também pergunto aos partidos de esquerda onde é que vamos empregar estas pessoas que têm qualidade e altas qualificações. A par desta situação, temos alguns analistas a garantirem que a perda de receita poderá ser o dobro dos 120 milhões se forem contabilizadas as receitas das empresas da Região que prestam serviços às empresas do Centro”, referiu.

Outras Notícias