Madeira foi, outra vez, a região que mais perdeu nas dormidas de turistas

Outubro de 2019 resultou em perdas de 5,9% e só não foi pior porque os turistas nacionais ajudaram com aumento de 11%

13 Dez 2019 / 11:45 H.

Em Outubro apenas duas regiões do país não registaram aumentos das dormidas, e as excepções foram a primeira região turística, o Algarve (-0,6%), e a, agora, quarta região, a Madeira (-5,9%), com o Norte e os Açores a destacarem-se com mais 7,6% de dormidas de turistas.

Sendo que o Algarve “concentrou 30,5% das dormidas, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (27,1%) e o Norte (15,6%), a Madeira foi ultrapassada num ano que está a ser para esquecer. É que, desde o início do ano, “são de realçar os acréscimos no Norte (+9,4%), Alentejo (+7,4%) e RA Açores (+6,6%)”, enquanto do lado das perdas só figura uma região, a Madeira, com -3,7% de dormidas em 10 meses.

“Em termos de dormidas de residentes, em Outubro, destacaram-se os crescimentos na RA Madeira (+11,0%) e na RA Açores (+10,9%) e, em sentido contrário, o decréscimo registado no Algarve (-4,6%). No conjunto dos dez primeiros meses do ano, salientaram-se o Alentejo (+11,1%) e a RA Açores (+10,9%)”, diz o Instituto Nacional de Estatística aqui citado, sendo certo que é a maior procura dos turistas nacionais pela Madeira (+7,2% no acumulado do ano) que têm aguentado os números a valores mais negativos.

É que, em Outubro, “as dormidas de não residentes aumentaram em todas as regiões excepto na RA Madeira (-7,9%), destacando-se os crescimentos registados no Norte (+13,7%), AM Lisboa e Alentejo (+5,4% em ambas). Desde o início do ano, o destaque vai para a evolução registada no Norte (+11,7%)”, enquanto que pelo lado das perdas, uma vez mais, figura apenas a Madeira (-5,1%).

Estada média, taxa de ocupação e proveitos também em quebra

Segundo o INE, “o sector do alojamento turístico em Portugal registou 2,5 milhões de hóspedes e 6,4 milhões de dormidas em Outubro de 2019, correspondendo a variações de +5,4% e +2,1%, respectivamente (+5,1% e +3,4% em Setembro, pela mesma ordem)”.

“As dormidas de residentes cresceram 0,1% (+4,6% em Setembro) e as de não residentes aumentaram 2,7% (+2,9% no mês anterior)”, aponta, ainda assim “a estada média (2,55 noites) reduziu-se 3,2% (-1,0% nos residentes e -4,7% nos não residentes)”, contribuindo para que a “taxa líquida de ocupação (48,7%)” recuasse “1,2 p.p. (-1,3 p.p. em Setembro)”.

Naturalmente, “os proveitos totais desaceleraram para 5,4% (+6,8% em Setembro), atingindo 387,9 milhões de euros” e “os proveitos de aposento (289,1 milhões de euros) cresceram 6,7% (+6,9% no mês anterior)”. E acrescenta: “O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 50,3 euros, o que se traduziu num aumento de 2,2% (+1,7% no mês anterior) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 84,8 euros (+3,1%, +2,8% no mês anterior).”

A verdade é que esta desaceleração do crescimento do turismo nacional há vários meses que vem sendo de efectivas perdas no turismo regional.

A estada média foi de 4,94 noites (o mesmo de Setembro e a única região a não perder neste indicador), mas no acumulado do ano, que até é superior (5,05 noites) apresenta um decréscimo de 2% face aos primeiros dez meses de 2018.

A taxa liquida de ocupação-cama estava em Outubro nos 56,6%, o que representa uma perda de -6% e de Janeiro a Outubro é de 60,7%, menos 4,4% face a igual período do ano passado.

No que toca aos proveitos totais, em Outubro foi de 34 milhões de euros (-6%) e no acumulado já ascende a 355,4 milhões de euros (-4,7%), enquanto que nos proveitos de aposento ascendeu a 22,2 milhões (-5,6%) e nos 10 meses já ia em 234,6 milhões (-4,2%). Nestes dois indicadores, a Madeira é a única a perder terreno.