Investimentos da Região no Funchal superiores ao Orçamento do Município

34 milhões para o hospital só serão parcialmente executados em 2019

08 Dez 2018 / 12:18 H.

“Sempre dissemos que não é preciso celebrar contratos-programa com as autarquias para apoiar uma autarquia. Aqui no Funchal, entre apoios directos de projectos que nós temos, projectos co-financiados, projectos que têm o apoio directo e estão em execução pelo Município e que também estão dentro dos fundos comunitários, temos projectos acima de 100 milhões de euros. Isso é superior ao valor do orçamento do próprio município.”

As palavras de Pedro calado foram ditas, nesta manhã, na apresentação do Orçamento da Região para 2019, que está a decorrer na reitoria da UMa.

Como que numa resposta aos municípios que vêm a reclamar dos valores orçamentais para as suas áreas geográficas, o vice-presidente do Governo Regional fez questão de recordar que os investimentos do executivo não devem ser analisados tendo como referência apenas uma ano, de janeiro a Dezembro, mas um período mais alargado de uma legislatura ou mais.

Pedro calada considerou “proveitosa” a ronda de contactos com a população, que tem vindo a realizar, para a explicação do ORAM2019. “Temos apresentado investimentos por concelho superiores a 10, 11, 12 milhões de euros (...). É preciso não esquecer o que foi efectuado nos últimos dois, três anos da legislatura. Houve investimentos efectuados ou que acabaram em 2015, 2016, 2017. Muitas vezes há tendência do município para analisar o apoio só naquele ano e esquecer o que foi feito no ano anterior e dois anos antes. Até é bom para relembra os investiremos efectuados.”

a falar no Funchal, um dos investimentos explicados foi o do novo hospital da Madeira. Pedro Calado referiu que os 34 milhões de euros previsto para obra, muito provavelmente não serão executados na globalidade. A inscrição no ORAM correspondeu a uma necessidade decorrente das programações financeiras, nomeadamente do Orçamento do Estado, mas o vice-presidente alerta para o facto de, tendo em atenção o tempo que demora o concurso público internacional, o visto do Tribunal de Contas e alguns contratempos, que sempre surgem, aquele montante não será todo executado em 2019.

O que será executado, seguramente, na convicção do vice-presidente, são os 13 milhões de euros previstos para expropriações, o que concluirá esse processo.

Já em 2018, com o mesmo fim, foram gastos 12 milhões de euros, um valor acima do previsto.