Hospitais da Madeira são património da Região e não vão fechar

06 Dez 2018 / 17:45 H.

O Governo Regional assegurou hoje que o destino dos hospitais dos Marmeleiros e Dr. Nélio Mendonça é da sua responsabilidade e não da República, afastando a possibilidade do encerramento de alguma destas unidades.

“Foi uma ‘chica espertice’ do Governo Central. Quando fizemos a candidatura [da construção do novo hospital] a Projecto de Interesse Comum (PIC), avaliámos as nossas infra-estruturas de saúde, nunca se pôs em causa vender esta ou aquela”, declarou hoje o secretário regional dos Equipamentos e das Infraestruturas da Madeira.

Amílcar Gonçalves falava no âmbito de uma visita às obras de requalificação que decorrem no hospital dos Marmeleiros, situado na freguesia do Monte, nos arredores do Funchal.

Acompanhado pelo titular da pasta da Saúde do executivo madeirense, Pedro Ramos, complementou que apenas foi uma questão de avaliação do “parque hospitalar” da Madeira e “o Governo central achou que, como estava avaliado, era para vender”.

“Portanto, este hospital há de ser sempre um hospital”, declarou, assegurando que aquela unidade “nunca há de ser vendida”.

O responsável salientou que o Governo Regional está a fazer obras naquele hospital, custando a requalificação exterior em curso, que deve estar concluída em cinco meses, 712 mil euros.

Por isso, opinou: “Penso que foi um artifício que o Governo central arranjou para prejudicar, uma vez mais, a Madeira” ao incluir esta avaliação no valor da comparticipação do Estado para a construção do novo hospital, que tem um custo estimado em 340 milhões de euros.

A República assumiu o compromisso de ajudar com 50% do valor total.

Por seu turno, o secretário da Saúde madeirense reforçou que, em relação à avaliação do Hospital dos Marmeleiros e do Dr. Nélio Mendonça, a sua responsabilidade é do Governo Regional.

Explicou que este foi um requisito transmitido a Lisboa “para dar maior segurança e consolidação ao concurso a projecto de interesse comum, que foi aprovado, por unanimidade, sem nenhum tipo de parecer”.

Pedro Ramos realçou que “essa avaliação foi feita e tudo o que irá ser feito com estas duas infra-estruturas é da responsabilidade do Governo Regional e não do Governo da República”.

O governante destacou que a “precaução” que o Governo da Madeira está a ter no lançamento do concurso da construção do novo hospital visa “evitar cometer os mesmo erros do projecto do Lisboa Oriental, foi adiado mais seis meses”.

Os responsáveis realçaram a importância da requalificação em curso no hospital dos Marmeleiros, que começou com o exterior, incluindo a retirada de placas de amianto, substituição de caixilharia, isolamentos térmicos, que o secretário das Infraestruturas classificou de “intervenção pesada” e de “revolucionar o exterior” daquela unidade que funciona há 80 anos.

Amílcar Gonçalves ainda anunciou que está a ser resolvida a “celeuma” pelo facto de o terreno pertencer à região e o imóvel à Santa Casa da Misericórdia.

“Este hospital merece, estava cansado e vamos pô-lo apto para os próximos tempos”, disse.

Pedro Ramos também enfatizou que este processo de requalificação passa pela substituição do equipamento, nomeadamente “todas as camas e cadeirões”.

Recordou que o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, defendeu que o hospital dos Marmeleiros devia encerrar.

“Dissemos que não ia ser encerrado porque estava prevista uma intervenção que ia permitir não só uma requalificação do espaço físico e de todas as componentes assistenciais que hospital necessitava. Estamos a cumprir”, concluiu.

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