Edgar Silva: “Existe a consciência de que os partidos da política de direita não podem ser premiados com o voto”

Para o coordenador do PCP-M os dados do Barómetro confirmam que “existe um efectivo reconhecimento do importante trabalho político desenvolvido pela CDU”

16 Mar 2019 / 16:00 H.

Para a CDU o resultado das intenções de voto manifestadas no Barómetro Político da Eurosondagem/Montepio sobre as eleições para a Assembleia da República, revela que “existe a consciência de que os partidos da política de direita não podem ser premiados com o voto, ou seja, existe a visão de que os partidos da política de direita não deverão ter condições para um retrocesso social e político”, conclui Edgar Silva, coordenador do PCP na Madeira.

Apesar de a CDU surgir como 5ª força política nas intenções de voto – 7,1% no global da projecção nacional, e 5,3% na estratificação da região da Madeira – na opinião do dirigente comunista madeirense, “os dados indicativos do barómetro confirmam que, tal como o sentimos na comunicação de proximidade com as pessoas, tal como está a acontecer no contacto directo com os trabalhadores e o povo da Região, existe um efectivo reconhecimento do importante trabalho político desenvolvido pela CDU e a crescente consciência de que os avanços alcançados quer na recuperação de direitos e de rendimentos roubados pelos partidos da política de direita, quer na afirmação de novos direitos sociais e políticos, se deveram e se devem ao decisivo contributo dos eleitos da CDU”, destaca.

Ainda assim, Edgar Silva considera que a conquista de mais direitos só será possível com mais votos para a Coligação Democrática Unitária formada pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista ‘Os Verdes’.

“Confirma-se a indicação de que se alarga a consciência de que para se poder avançar na conquista dos direitos será preciso reforçar a CDU”, concretizou.