“Consolidação definitiva das escarpas do Funchal está no terreno”, diz Miguel Silva Gouveia
No decorrer do 3.º Encontro Nacional das Cidades e Vilas Resilientes, realizado na semana passada pela Câmara Municipal do Funchal (CMF), evento que trouxe ao Funchal representantes de 25 cidades portuguesas, especialistas nacionais, presidentes de câmara e demais autarcas com a tutela, Miguel Silva Gouveia, vice-presidente da autarquia, salientou que, neste momento, “já estão no terreno quatro das seis intervenções previstas em termos de consolidação definitiva das escarpas do Funchal, afectadas pelos incêndios de 2016, nomeadamente na Levada dos Moinhos, no Cabeço dos Lombos, no Caminho dos Tornos e no Caminho Comandante Camacho de Freitas, junto à Socipamo, sendo que as duas restantes já estão adjudicadas e têm visto do Tribunal de Contas, casos das escarpas cimeiras à Estrada Comandante Camacho de Freitas, entre o Encontro e a zona da Fundoa, e da Rua Dr. Pestana Júnior”, frisou Miguel Silva Gouveia, sendo o investimento global “cofinanciado pelo POSEUR” e ascende a 7 milhões de euros.
O autarca, que tem o pelouro das Obras Públicas no concelho, aproveitou a ocasião para salientar que a principiar preocupação da Câmara Municipal do Funchal, tem sido “a segurança das populações”, sendo esta uma matéria levada “muito a sério” pela autarquia, assumindo uma “posição resoluta e uma resposta pronta, sempre que isso se têm imposto”.
Recordando que as escarpas em causa foram afectadas nos incêndios que assolaram o concelho no Verão de 2016, o vice-presidente sublinhou que logo no rescaldo, a CMF “avançou com uma pré-consolidação das mesmas, investindo um milhão de euros vindo directamente do orçamento municipal, para garantir o mais rapidamente possível a segurança de pessoas e bens”. Segue-se agora, segundo Miguel Silva Gouveia, “a consolidação definitiva, uma intervenção muito mais profunda em termos de engenharia, de carácter mais complexo e durável, que nos vai permitir finalmente encerrar este capítulo e repor a normalidade nas zonas em causa”, concluiu.
O encontro serviu ainda para a Rede Nacional das Cidades Resilientes reconhecer o “trabalho feito ao longo dos últimos anos”, no Funchal, bem como do “compromisso assumido de que esta área continue a ser uma prioridade estratégica para o actual Executivo”, frisou.