“Autonomia do PSD serve para manter o povo na pobreza”, acusa Paulino Ascenção

15 Dez 2018 / 18:07 H.

O BE alertou hoje, no centro da cidade do Funchal, para o elevado risco de pobreza que existe na Madeira e as “políticas erradas” que explicam a permanência desta realidade.

A acção política surgiu na sequência da notícia que coloca a Madeira como a segunda região de Portugal com maior risco de pobreza.

Paulino Ascenção, coordenador do BE na Madeira olha para este indicador com preocupação, mas também com surpresa pelo facto de a Madeira ser a segunda região mais rica do País em termos de PIB per capita, só ultrapassada por Lisboa.

“Como é possível que a segunda região mais rica seja a segunda com maior risco de pobreza?”, questiona Paulino Ascenção, apontando para dois fatores que ajudam a perceber este paradoxo. “Por um lado, uma parte da riqueza medida pelo PIB é uma ilusão e resulta das operações que acontecem na Zona Franca e no CINM, essa sim é riqueza que não fica na Madeira, sendo transferida para os países de origem das empresas que aqui estão registadas. Por outro lado significa que, na Madeira, a desigualdade na distribuição da riqueza é maior que no resto do País”, explica o coordenador do BE.

No seu entender, esta realidade não se combate com caridade, nem com cabazes de Natal, mas sim com “políticas que aumentem os rendimentos de quem trabalha”, sendo importante distribuírem de forma mais justa, a riqueza criada, através do “aumento dos salários e das pensões, com leis que dêem segurança a quem trabalha, maior estabilidade no emprego e maior estabilidade na vida das pessoas”.

O Bloco propôs um complemento regional para as pensões mais baixas, bem como um salário mínimo na Madeira mais alto, tendo o PSD chumbado ambas as propostas e o dirigente acusa o PSD de usar a Autonomia para manter o povo na miséria. “A Autonomia para o PSD serve para manter o povo na pobreza”, acusou, tendo o BE proposto uma “Autonomia diferente, não para servir os interesses dos poderosos, mas para servir os interesses do povo que vive do seu trabalho”, alertando para o facto do salário mínimo (612 euros) não permitir uma vida digna na Madeira.

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