Albuquerque diz que comemorações dos 600 anos da Madeira vão ser “transversais”

23 Mar 2019 / 23:15 H.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse hoje que as comemorações dos 600 anos da Descoberta da Madeira e do Porto Santo vão ser “transversais” e envolver a sociedade e os seus agentes culturais.

“As comemorações que se vão realizar este ano vão atingir os nossos objetivos que é serem transversais a diversas áreas, ao património, à cultura, à criatividade e à educação”, disse Miguel Albuquerque na cerimónia de apresentação do programa da celebração daquela efeméride que decorreu na cidade de Machico.

Para o presidente do Governo Regional as comemorações são para “reafirmar a identidade da Madeira, dos seus valores culturais e da sua memória”.

“Para compreendermos aquilo que somos hoje e aquilo que queremos ser no futuro temos que olhar para aquilo que construímos ao longo dos anos, dos séculos e não há dúvida nenhuma, que a nossa Região Autónoma da Madeira tem essa memória, esses valores, uma identidade, um património construído que nos orgulha e nos enobrece que deve servir para refletirmos sobre o momento presente e aquilo que pretendemos para o futuro”, disse.

Miguel Albuquerque regozijou-se que o arranque das comemorações tenha acontecido no concelho de Machico, local onde os descobridores João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira pisaram pela primeira vez as terras que viriam a chamar-se Madeira, anunciando que o Dia da Região Autónoma da Madeira, 01 de julho, será comemorado neste concelho.

“Machico foi a matriz da internacionalização da primeira globalização do país”, salientou.

Guilherme Silva, presidente da Comissão Executiva das “Comemorações dos 600 Anos da Descoberta da Madeira e do Porto Santo” chamou também a atenção que foi em Machico que foram dados os primeiros passos da “arrojada aventura épica que Portugal então empreendeu dando novos mundos ao mundo. Tudo se iniciou aqui, neste sítio”.

“Não podemos esquecer as contingências, as circunstâncias da atualidade em que nos inserimos, as limitações financeiras e os imperativos que nos impõem como região insular. É necessário conciliar a exaltação dos nossos valores e a expressão certa para os comemorar, procurando retirar de cada iniciativa o necessário proveito para a nossa economia e para o nosso desenvolvimento, por um lado, e a necessária afirmação social e cultural, por outro”, observou.

A secretária regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço, salientou, por seu lado, que o programa “pretende chegar ao maior número de pessoas assim como envolver participantes das mais diversas áreas, numa celebração em torno do passado que, simultaneamente deixe uma marca para o futuro”.

Paula Cabaço disse que os objetivos das comemorações visam a promoção e afirmação da região autónoma enquanto destino de cultura, tradições e património; a valorização da sua riqueza e diversidade, ancorada na sua herança e matriz cultural; a inclusão ativa da sociedade civil e das instituições educativas; a dinamização e diferenciação da sua oferta, realçando as diversas formas de expressão artística e cultural, em todas as suas dimensões, material e imaterial, a mobilização e participação dos madeirenses e porto-santenses, neste programa, particularmente das gerações mais novas.

Estes objetivos serão materializados através de intervenções no âmbito da recuperação, conservação e valorização do património imóvel; na dinamização de ações de estudo, na salvaguarda e divulgação do património imaterial; na realização de projetos de animação e programação cultural; em exposições, concertos, festivais e eventos com potencial de captação de novos fluxos turísticos.

A promoção de encomendas artísticas e intervenções no espaço público ao nível da arte pública e criação contemporânea; iniciativas de caráter lúdico-educativo que envolvam a participação da sociedade, em diferentes faixas etárias; a promoção de itinerários e inventários temáticos no domínio do património turístico e cultural; a realização de ciclos de conferências e palestras e de um programa editorial que irá contemplar várias áreas do conhecimento e diferentes temáticas, através das modalidades de coedição, edição própria e apoio editorial, fazem também parte da estratégia que preside às comemorações.

O historiador e coordenador do Centro de Estudos de História do Atlântico, Alberto Vieira, falecido a 26 de fevereiro, foi recordado na cerimónia de apresentação do programa.

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