Advogado de Martinho Gouveia vai apresentar queixa-crime contra Raquel Coelho

15 Mar 2019 / 12:14 H.

Numa das sessões plenárias da Assembleia Legislativa desta semana, a deputada do PTP, Raquel Coelho, denunciou uma situação que considera uma promiscuidade grave, entre o parlamento e os tribunais. Em causa estava um processo em que é arguido o seu pai, José Manuel Coelho. Segundo a deputada, numa audiência de julgamento, o advogado de Martinho Gouveia, um dos queixosos, indicou como testemunha o deputado Rui Abreu, do PSD. A juíza terá lembrado que os pedidos de levantamento de imunidade dos deputados são demorados e, afirmou raquel Coelho, o advogado terá garantido que já tinha tudo “agilizado” com a comissão de regimento e mandatos da ALM.

Pedro Reis Pereira, o advogado, emitiu um comunicado em que começa por afirmar que à justiça o que é da justiça, à política o que é da política.”

“As declarações da Deputada Raquel Coelho visam-me enquanto profissional e visam igualmente o meu constituinte, pelo que não posso deixar de expressar a minha mais profunda indignação na defesa da dignidade com que exerço a minha profissão e a defesa dos meus constituintes” afirma o advogado que garante que as afirmações são “absolutamente falsas e representam um ataque vil”, não só à sua qualidade de advogado, como à honorabilidade do seu cliente.

“A deputada Raquel Coelho não pode socorrer-se da sua própria ignorância, ou da ignorância alheia, para lançar um anátema sobre pessoas de bem, que vivem do seu trabalho e valorizam a sua profissão, mesmo que a deputada em causa não saiba o que é exercer uma actividade profissional”, acusa.

Pedro Reis Pereira diz que “em momento algum” proferiu as afirmações referidas por Raquel Coelho que no entanto garantiu que estariam na acta da sessão.

“Em momento algum proferi aquelas declarações que me imputa, nem o poderia fazer, até porque versam sobre testemunhas que não foram arroladas por mim em representação do meu Constituinte, nem por qualquer meio desenvolvi qualquer actividade fora do âmbito estritamente processual”, diz o deputado.

Face ao que considera serem “gravíssimas declarações, porque faltam à verdade”, promete avançar com uma queixa-crime tendo já contactado o presidente do Conselho Regional da Madeira da Ordem dos Advogados” para os fins tidos por convenientes”.

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