Desporto

“A equipa joga bem, mas não consegue fazer golos”, reconhece treinador do Marítimo

Os verde-rubros perderam esta sábado frente ao Chaves

Foto Lusa
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Declarações no final do jogo Desportivo de Chaves-Marítimo (1-0), da 20.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

Petit (treinador do Marítimo): “Entrámos muito bem, a controlar o jogo, com uma boa circulação de bola, mas com alguma falta de agressividade no último terço, isto é, para entrar com mais gente na área e procurar o golo.

O Chaves criou uma ou outra situação em remates após perdas de bola nossa e, apesar de não criarmos muitas oportunidades na primeira parte, controlámos o encontro.

Na segunda parte controlámos bem o jogo no início, tivemos mais posse de bola, mas faltou mais agressividade no último terço. O Chaves numa transição conseguiu fazer o golo, mas não tem mais nenhum remate. Mudámos o sistema, ficamos a jogar com uma defesa a três e tivemos algumas situações de golo.

Estamos a trabalhar essa agressividade de entrar com mais gente para fazer golo. Tivemos mais posse de bola, a equipa acreditou que podíamos chegar ao golo, mas numa transição o Chaves no único remate que fez marcou. Vamos continuar a trabalhar, pois sabemos que este campeonato será muito difícil para ganhar jogos, as equipas e os treinadores conhecem-se bem.

O futebol vive principalmente de erros e o Chaves conseguiu marcar em transição. Os nossos remates de fora da área não foram bem enquadrados e por isso temos de continuar a trabalhar estes processos. Temos gente com qualidade de cruzamento, mas não estamos a entrar com a agressividade necessária para fazer golos. A equipa joga bem, mas não consegue fazer golos”.

Tiago Fernandes (treinador do Desportivo de Chaves): “Considero o resultado justo. Defrontaram-se duas excelentes equipas, com planteis riquíssimos, bem orientadas, e é normal quando uma tem a bola e a outra não, esta baixar o bloco e o espetáculo nem sempre é muito bonito.

Houve grande respeito entre as duas partes, uma equipa com dois avançados [Marítimo] e outra com um, e as duas procuraram desequilíbrios constantemente. Em alguns momentos, mais o Chaves, principalmente na primeira parte, onde teve duas ou três situações de golo.

O principal a reter é que mesmo com frio, chuva e vento, os jogadores mantiveram a atitude competitiva, e não podemos esquecer que há três dias fizemos mais de mil quilómetros de viagem, em cerca de 24 horas, depois do jogo de Portimão. Só com espírito de sacrifício muito grande entre todos, se consegue ganhar em Portimão e depois em casa. Agora espero que a equipa mantenha a coesão, a humildade e os pés bem assentes no chão, para continuar a recuperação no campeonato.

Ainda estamos longe da produtividade que pretendemos alcançar. Temos de começar por algum lado e nos últimos sete jogos apenas perdemos com o FC Porto. Estamos a consolidar processos e estratégia e o importante é que os jogadores se sintam adaptados e confiantes.

[Lesão do Costinha] Com a entrada do Bressan não se sentiu a falta do Costinha, pois entrou muito bem e mostrou que merece o seu espaço na equipa. As lesões acontecem no futebol, mas o importante é ter alternativas no banco e nesta altura tenho dores de cabeça não só para fazer o onze, mas também para escolher os 18 jogadores para cada jogo”.