Paula Cabaço destaca prioridade na preservação do património imaterial da Madeira

19 Jun 2019 / 11:32 H.

A Secretária Regional do Turismo e Cultura garantiu ontem no Arco da Calheta que o Governo Regional vai “continuar a dar prioridade na recuperação, valorização e salvaguarda do património cultural imaterial”.

Paula Cabaço falava na apresentação do livro ‘A presença das charolas nas festas do Espírito Santo no Arco da Calheta’, que decorreu esta terça-feira na Praceta do Loreto, onde destacou o trabalho que tem sido feito nos diversos museus da Região, bem como no Arquivo e Biblioteca da Madeira: desde exposições temporárias a itinerantes, a diversos projectos/oficinas, publicações, apontando para o Museu Etnográfico da Madeira que “possui uma base de inventariação, adquirida pelo Governo Regional e que, permite, desde 2016, inventariar o Património Cultural e Imaterial”.

Por outro lado, também, nesse ano, 2016, foi criado e colocado, on-line, “o Portal dos Museus, plataforma que disponibiliza parte desta informação, permitindo ao público pesquisar e conhecer, no fundo, o que somos e temos, desde as tradições, expressões orais, técnicas tradicionais, práticas sociais, rituais e eventos festivos”, destacou a governante.

O papel da comunidade na preservação do património imaterial da Madeira e Porto Santo não foi esquecido, já que a Secretária Regional do Turismo e Cultura agradeceu, em concreto, à população do Loreto e do Arco, por terem mantido sempre viva a tradição das Charolas, associadas às festas do Espírito Santo que dá um sentido único de pertença e que é uma marca distintiva da comunidade desta freguesia e destas duas paróquias. “O vosso orgulho e alegria nesta tradição, a forma dedicada como a têm continuado, são também um património de todos nós, madeirenses e porto-santenses, porque são uma manifestação viva da nossa identidade”, frisou.

Por fim, Paula Cabaço fez questão de não só agradecer “o incansável contributo, ao longo de todos estes anos, na pesquisa, recolha, inventariação, das nossas tradições” efectuado pela Associação Cultural e Musical Xarabanda. Um trabalho feito “no domínio dos mais variados saberes, aos modos de fazer, às formas de expressão, festas e danças populares, lendas, músicas, costumes e outras tradições” e que tem contribuído para que “o nosso património cultural imaterial seja hoje mais estudado, conhecido e divulgado”, como também elogiar a autora da obra, Carina Teixeira, por ser “um exemplo da educação, formação e qualidade dos nossos jovens. Mas também um exemplo de que a importância de conhecer quem somos, as nossas tradições, o que nos distingue e marca enquanto povo, são uma garantia de que saberemos sempre acarinhar, preservar o nosso património cultural imaterial e que esse conhecimento ser-nos-á fundamental na vivência do tempo presente, na construção do tempo futuro”.