À atenção da União Europeia
Há algum tempo a esta parte Donald Trump tomou a decisão unilateral de atacar o Irão e fez também uma série de ameaças de anexar outros países ou parte deles como o Canadá, a Groenlândia e o Estreito de Ormuz, sem consultar os aliados e/ou os países da Nato. Por outro lado lançou uma série de impostos aos produtos de uma série de países, tanto da UE, como do resto do mundo. Trump actua como um senhor omnipotente, sem dar cavaco a ninguém. Sequestrou o ditador da Venezuela, como se de um norte-americano se tratasse. Faz o que quer e entende, como o apoio que deu a Israel para realizar uma das maiores limpezas étnicas da história da humanidade.
Com estas atitudes Trump promoveu um maior controlo do petróleo da Venezuela e pretende controlar, também, uma série de outros países, principalmente os do Médio Oriente, e outros países seus vizinhos e o Brasil através da força e da ameaça. Trump cometeu o mesmo erro que Putin, pensando que em dois dias dominaria a Ucrânia. O Irão, cujo governo não é das minhas simpatias, resistiu e também ameaçou outros países próximos onde existiam bases americanas. A guerra tem continuado, com intervalos para os americanos, leia-se Trump, arranjarem soluções para vergarem os iranianos. Entretanto os preços do petróleo, vão batendo recordes em cima de recordes. Todos os automobilistas e industriais que exigem energia de todo o mundo vão pagando preços exorbitantes pelo combustível. O que fez a União Europeia para evitar que tudo isto acontecesse, nomeadamente para defender os seus membros? Poderemos dizer que nada. Não tem exército comunitário, não investiu no armamento, ou seja, dormiu à sombra do “Tio Sam”, até que apareceu um louco a querer dominar o mundo, o Trampa. Será que a União Europeia aprendeu alguma coisa com o que se está a passar? Parece-nos que não aprendeu nada. Está visto que não podemos contar com o apoio do Governo chantagista americano em caso de um, conflito mundial. Pensamos que todos os países europeus deveriam criar um imposto sobre todos os produtos exportados para os Estados Unidos e que esse dinheiro revertesse para pagar o aumento dos combustíveis, como responsáveis que são pelo seu aumento. Talvez a guerra acabasse de uma vez. Podem dizer que não é costume lançar impostos sobre as exportações o que tem sido uma verdade, mas se lançassem os impostos sobre os produtos importados, quem pagaria seria o povo europeu.
A União Europeia precisa de se organizar militarmente, de investir no armamento, infelizmente, porque não pode ficar à mercê de um louco qualquer que seja eleito Presidente dos Estados Unidos. Terá que haver um plano, um projecto para que os vinte e oito países da União Europeia, possam garantir a segurança dos europeus, como se de um único povo se tratasse. As diversas competências e especialidades devem ser divididas por todos os países comunitários e todos os países extra comunitários que queiram aderir, tendo em consideração, também a posição geográfica de cada um.
Trata-se de defender um continente de muitos milhões de pessoas. Portugal, por exemplo tem as suas Regiões Autónomas com grande importância estratégia entre a Europa e a América e a Europa e a África, principalmente os Açores que fica a meio caminho entre a Europa e a América. É certo que, com os foguetões de grande alcance poderiam perder alguma importância, mas continuará a ser muito importante para as aeronaves e para reabastecimento. O território continental português fica na extremidade Oeste do continente Europeu e pode desempenhar um papel muito importante para a hipótese de um ataque do Ocidente e como gestão de todo o transito aéreo da entrada na Europa.
Gostaria muito de me sentir seguro, na minha Ilha da Madeira contra o tal louco que temos a liderar o Governo dos Estados Unidos, que nem o Congresso do seu próprio país respeita, nem os acordos de uma aliança de que faz parte, ameaçando alguns dos seus membros como o Canadá e a Dinamarca, sabendo que existe uma regra na Nato, quiçá, a mais importante, que é a seguinte: “se um país da Nato for atacado, será o mesmo que todos os países seus membros sejam atacados”.