Chão da Lagoa, a grande festa da Autonomia
Ontem, milhares de madeirenses voltaram a subir à Herdade do Chão da Lagoa. Famílias inteiras, militantes, simpatizantes, gentes de todas as freguesias e concelhos da Madeira. Seja pela política, pelo convívio, pelo arraial ou pelas amizades de muitos anos, todos sabem que o Chão da Lagoa é muito mais do que uma festa partidária. O Chão da Lagoa é a grande festa popular da Autonomia madeirense.
Há muitas décadas que o PPD/PSD Madeira consegue manter esta chama acesa. Sem estrelas e sem vedetas, muito menos de Lisboa. Esta comunhão muito própria entre as suas bases e o povo madeirense. Ao contrário do que muitos procuram vender, o Chão da Lagoa nunca foi apenas e só uma festa partidária. É também um momento em que milhares de madeirenses renovam um compromisso colectivo com a Autonomia. É por isso que hoje em dia continua a mobilizar gerações. E foi justamente essa força popular que construiu e sustentou a nossa Autonomia.
A Autonomia que nos permite ter em andamento o novo Hospital Central e Universitário da Madeira, a maior obra pública em construção no país. Uma obra que muitos discutiram, atrasaram e até tentaram travar, mas que os madeirenses estão a erguer.
A Autonomia que nos obriga a continuar a lutar por um regime de mobilidade aérea verdadeiramente justo. Um regime acessível às famílias, aos estudantes, a quem precisa de viajar por razões profissionais, de saúde ou simplesmente para estar com os seus. O Governo da República continua a olhar para a mobilidade como uma despesa. Nós olhamos para ela como um direito, como uma obrigação do Estado Central para com as suas regiões autónomas. Não nos podemos vergar ao centralismo, ao conservadorismo e ao imobilismo de quem governa a partir de São Bento e ainda não percebeu a importância estratégica da Madeira e dos Açores.
É também a Autonomia que exige uma nova Lei das Finanças Regionais. A actual lei castiga quem cresce, castiga quem cria emprego, castiga quem aumenta receitas e castiga quem consegue desenvolver a sua economia. É um absurdo. A Madeira não pode ser penalizada por ter feito bem o seu trabalho.
Hoje temos níveis de emprego nunca antes alcançados, crescimento económico, melhores infraestruturas e uma qualidade de vida que aproximou a Madeira dos padrões europeus. Nada disto aconteceu por acaso. E muito menos foi uma generosidade da República. Se dúvidas houver, basta olhar para o estado das infraestruturas que continuam sob responsabilidade da República, como as esquadras da PSP ou os Tribunais
O Chão da Lagoa representa essa história. Mas não pode representar apenas o passado. A Autonomia é uma obra inacabada. Precisa de ser defendida, mantida e aprofundada. E esse trabalho caberá cada vez mais às novas gerações, honrando os militantes e dirigentes do PPD/PSD que lutaram pela Madeira nas últimas décadas.
O Chão da Lagoa não é só festa, não é só um arraial. O Chão da Lagoa é a expressão máxima da união e luta do povo madeirense pela Autonomia da nossa Região. Uma obra que começou há cinquenta anos, mas que ainda está longe de estar concluída.