Bancadas, para quando?
O Campo de Futebol do Porto da Cruz constitui uma infraestrutura desportiva de significativa importância para a freguesia do Porto da Cruz, servindo a população local há cerca de 18 anos. Uma infraestrutura que representou um investimento público na ordem dos 4 milhões de euros e que se assumiu como um polo dinamizador da prática desportiva, principalmente na formação e em particular para a modalidade de futebol.
Não obstante a sua importância, esta infraestrutura desportiva continua, até hoje, sem bancadas destinadas ao público! Existe o espaço previsto para o efeito, em terra batida, mas nitidamente sem condições adequadas de segurança, conforto e dignidade para os utilizadores e espectadores!
No entanto, sublinhe-se que a construção das bancadas foi objeto de candidatura ao Orçamento Participativo da Região Autónoma da Madeira de 2022, tendo sido um dos projetos vencedores, com uma dotação financeira prevista de 1.000.000,00€ (um milhão de euros). Contudo, passaram-se quatro anos desde a sua aprovação e nada foi feito! Uma situação que configura um incumprimento das expectativas legitimamente criadas junto da população local.
O Campo de Futebol é utilizado regularmente pela Associação Desportiva do Porto da Cruz, contando com cerca de 150 praticantes de futebol, na sua maioria crianças e jovens. Estes números justificam a necessidade de dotar-se esta infraestrutura de condições adequadas para acolher atletas, familiares e demais público, que marcam presença nos treinos e nos jogos oficiais.
Saliente-se que a falta de bancadas se torna numa situação ainda mais gravosa em momentos desportivos de grande afluência de público, como por exemplo o torneio “Porto da Cruz Cup”, que reúne várias equipas de futebol, das camadas jovens e de formação, e que leva muito público ao estádio para assistir aos jogos.
Face a esta realidade é urgente que o Governo Regional cumpra o que promete e coloque no seu “plano de investimentos” com alguma prioridade, a construção das bancadas para este estádio! É inadmissível que uma infraestrutura desportiva desta dimensão, não tenha bancadas para que os sócios, os adeptos e o público em geral, possam assistir aos jogos com o mínimo de conforto e segurança.