CDS quer explicações sobre a reabertura do Mercado do Santo da Serra
O CDS pretende obter explicações sobre o prolongado encerramento do Mercado Agrícola do Santo da Serra. A concelhia de Santa Cruz recorda que inicialmente o encerramento deveria durar apenas três meses, mas que volvidos nove meses, o mercado continua encerrado.
"O mercado permanece fechado, sem que tenha sido apresentada uma explicação pública suficientemente clara para o atraso, o que tem gerado incerteza na população em geral e, em particular, entre aqueles que dependem diretamente daquele equipamento", afirma o partido, através de comunicado, após visitar o espaço e contactar com os comerciantes.
O CDS Santa Cruz afirma que os agricultores terão sido abandonados ao longo de todo este processo, "sem que tenha havido uma preocupação efectiva em minimizar os prejuízos causados pelos atrasos". Isto porque, numa fase inicial, foram colocados num terreno adjacente, sob uma tenda que, segundo o partido, não reunia condições adequadas para o exercício da actividade. Mais tarde, terminado o aluguer dessa estrutura, e já em pleno Inverno, "a Câmara desmontou a tenda sem assegurar uma alternativa estável, organizada e condigna, deixando os agricultores expostos às condições próprias dessa altura do ano".
Na prática, acrescenta o CDS, muitos comerciantes, vários dos quais dependem da agricultura para viver, deixaram de conseguir comercializar os seus produtos. "Outros, na sua maioria de idade avançada, acabaram empurrados para a venda junto à estrada, sem condições de segurança e sem proteção adequada", diz. O partido refere ainda que alguns chegam ao local pelas 3 da manhã, aos fins de semana, para tentar garantir um espaço de venda, o que, no seu entender, revela o grau de desorganização e a falta de resposta da Câmara.
O partido acusa a Câmara Municipal de Santa Cruz de invocar alterações ao projecto para justificar os atrasos, mas aponta que nunca houve um esclarecimento sobre quais as alterações que estão a ser promovidas. A concelhia recorda ainda que a própria presidente da Câmara, Élia Ascensão, "já reconheceu publicamente falhas no planeamento do projecto".
É neste sentido que o CDS pretende "um esclarecimento cabal sobre as alterações introduzidas, o impacto que tiveram no prazo da empreitada e o que falta concluir para que o mercado possa finalmente abrir".
O CDS Santa Cruz sublinha também que a actual presidente da Câmara "assumiu, em campanha eleitoral, um firme compromisso com a preservação, o apoio e a valorização da agricultura no concelho, sobretudo da agricultura de subsistência". "No entendimento do partido, a forma como os agricultores têm sido tratados durante o processo do Mercado do Santo da Serra demonstra que a presidente falhou claramente esse compromisso assumido publicamente", atira.
Numa obra pública com esta importância para a freguesia, sustenta o CDS, "não basta invocar sucessivas alterações ao projecto sem esclarecer em que consistem, anunciar prazos e ir sucessivamente adiando a sua concretização". Para Lídia Albornoz, líder da concelhia do CDS em Santa Cruz, esta situação reforça aquilo que o partido tem vindo a denunciar: "Santa Cruz está a ser governada sem rumo, sem planeamento e sem estratégia". No entender da dirigente, "o actual executivo não tem demonstrado capacidade para assegurar uma gestão competente do município". Por isso, lança o repto à presidente da Câmara para que esclareça com urgência os santa-cruzenses sobre o que continua a impedir a abertura do Mercado do Santo da Serra, porque não foram estas falhas prevenidas atempadamente, o que falta ainda concluir na obra e qual é a data definitiva prevista para a abertura.