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Crónicas

Albuquerque reeleito sem oposição

É ridículo manter por meses infinitos cartazes partidários

Miguel Albuquerque foi reeleito líder do PSD Madeira. Sem opositores. É a continuidade de uma liderança firme, decidida e de sucesso. Um grande presidente partidário que lidera com democracia e partilha de objectivos e metas.

Assumiu a responsabilidade pela chefia do PSD/M num contexto difícil e perturbado pelo anterior líder. Impôs-se sem atitudes ditatoriais e provocadoras. Construiu o seu percurso com aqueles que o decidiram apoiar. Resistiu a um golpe partidário para o derrubar, que incluía o seu antecessor e poucos mais opositores, actualmente já militando em pequenos partidos da oposição.

A maioria está crente da bondade e energia dos propósitos de Miguel Albuquerque.

E é fundamental ter líder forte, otimista, combativo e mobilizador num tempo de incertezas mundiais e dúvidas internas, num Portugal que a única coisa que garante ao seu povo é ser um eterno país adiado.

Destaco a cautela indispensável a ter nas agressões à Autonomia, qual estatuto sagrado de defesa da nossa liberdade e democracia. É natural que Lisboa não goste de autonomias e, como tal, não a alarga às diferentes regiões de Portugal. Cada um conquista o que pode e deixam. Foi assim a História desde Afonso Henriques. Também a História da nossa Autonomia, que não nos tiram porque antes morrer.

Mas é preciso resistir aos ataques e tentações colonialistas de quem sempre o foi. Respeitem-nos porque não desistimos de lutar.

Adiante companheiro Albuquerque!

O golfe no Faial

Durante seiscentos anos de ocupação humana na Madeira, ninguém fez, o que quer que fosse, tanto na Ponta do Pargo como na Ribeira do Faial. NADA. ZERO. ABANDONO. Na perspectiva de serem construídos campos de golfe naqueles espaços secularmente desprezados, levantam-se estranhos opositores a projectos de desenvolvimento a duas das freguesias mais pobres da Madeira. É ler Carlos Rodrigues e ouvir David Caldeira, para se perceber que quem muito tem pouco deseja aos outros, especialmente se estes tiverem muito pouco ou nada. Incluo o Clube de Golf do Santo da Serra, onde joga o político golfista com justificada cortesia.

O que disseram estes ilustres políticos quando se gastaram dezenas de milhões de euros de dinheiro público em estádios de futebol? ZERO!

Não quero acreditar que seja o grito da ASSICOM na defesa da pedreira/britadeira, ou o evitar concorrência para campos de golfe privados com nenhuma rentabilidade, como o Palheiro Golfe, única condescendência aceitável para a atribuição de um subsídio público de três milhões de euros, que irei fiscalizar. O Faial será um excelente campo de golfe e o melhor, sem dúvida, da Ilha, para temor dos demais.

Como não se aceita, que a dita representante dos pequenos proprietários do Faial, militante comunista, repetidamente candidata pelo LIVRE a sucessivas eleições, natural de Machico, que faz da sua vida partidária militância para perturbar o progresso e desenvolvimento regional.

Mais outros, que vivem no contra tudo menos o que lhes convém. Uns magros outros nem tanto, sem ideias de sucesso e apenas o habitual bota abaixo dos infelizes.

Vou repetir o que sei: o governo regional vai ser promotor de um projecto de golfe nas ribeiras do Faial. Assumirá a iniciativa e o encargo da aquisição dos terrenos necessários. São cerca de novecentas parcelas autónomas, o que impossibilita qualquer empresário privado de obter consentimento e acordo de preço médio para a sua aquisição. Fará o seu desenho final. Em seguida abrirá concurso público para a concessão do campo por um período longo, cujo prazo influenciará o preço. Os interessados terão obrigação de construir o campo e explorá-lo, apresentando propostas financeiras. Estas incluirão compensação pelo custo dos terrenos anteriormente adquiridos. O projecto inclui zona de edificação residencial e hoteleira.

A pedreira

Será ela a razão do desespero do ataque ao golfe no Faial? Não é que todo este frenesim se iniciou quando foi noticiado que o projecto do campo de golfe ocupava as duas ribeiras no Faial?

É esquisito a pedreira da ribeira do Faial não levantar debate mas, o campo de golfe, pelo contrário, já ser um projecto ameaçador.

Levei o famoso Severiano Ballesteros ao Faial para obter opinião sobre o local para campo de golfe. Quando viu a pedreira e as máquinas destruindo o percurso a montante da ribeira exclamou: “Miguel, nem na Nigéria há disto”. Fiquei envergonhado.

Será que todos aqueles prémios pomposamente ganhos pela Madeira têm em conta esta nódoa negra no Faial? Ou será escondida?

Seriedade

Se Luís Montenegro é sério e coerente deve andar a investigar se, cada um dos portugueses que passa a receber subsídio de 25€ por botija de gás, tem os seus impostos regularizados. Igual com os cheques de ajudas pelos prejuízos dos temporais. Mais o subsídio ao gasóleo.

Uma fiscalização sem fim! A asneira custa caro em política!

Nacional

É sofrer até ao fim. Se assim não for é por ter “morrido” antes. Foi época de sonhos e promessas ambiciosas. Correu mal. No final saberemos avaliar as razões para, pelo menos, não se repetirem no futuro. Sei todos motivados para um final bem sucedido. Cabe-nos, a nós sócios, empurrar a equipa para vitórias nos difíceis jogos que restam. Mesmo na Luz! Mas, para já, com o Amadora, depois deste descanso de uma semana.

As arbitragens têm sido implacáveis contra o Nacional e, sem servir de desculpa, há que exigir respeito por um clube pequeno mas sério.

E jogar de preto e branco sempre que possível!

PS desorientado

A substituição de Cafôfo por Pessegueiro trouxe confusão à actividade política dos socialistas. Desnorte. É ver quem tem mais ideias para mostrar serviço. Algumas que parecem grande coisa mas, na verdade, são tiros para o ar.

Paulo Cafôfo sugere inquérito às contas dos serviços de saúde. Com a obra do novo hospital universitário em fase adiantada é mesmo à socialista querer alguma poeira e bilhardice em simultâneo com o curso dos maiores investimentos públicos a decorrerem na Madeira e no Porto Santo. É o básico da cultura partidária do século passado. Destoa pela falta de senso. E de trabalho de casa. São já o terceiro partido na escala regional. A extrema esquerda parlamentar. O seu único argumento são “fragilidades estruturais na gestão e controlo das finanças públicas regionais” detetadas nos relatórios do Tribunal de Contas. Sabe, ou devia supor, que qualquer irregularidade descoberta pelo Tribunal acarretará imediato processo de averiguações e julgamento se caso disso. Não há nada. Tem o PS, ainda, o orçamento regional e a aprovação das contas regionais para debater, questionar e apresentar a sua sabedoria ou ignorância sobre a matéria. Mas dá trabalho. Assim, ganhou foto e título no Diário, maior que os do JPP, feitos para compensar as notícias do trabalho do governo regional.

Nesta “terrinha” tudo tem de ter um equilíbrio. Mesmo que a maior estupidez do burgo.

Cartazes vitalícios

É ridículo manter por meses infinitos os mesmos cartazes partidários na Cidade do Funchal. Não sei se existe regulamento para a afixação de cartazes durante e fora de período eleitoral. Se existe ou é absurdo ou simplesmente não é cumprido.

A mensagem transmite-se e retira-se.

O de António José Seguro no Porto do Funchal já lá estará para a reeleição, daqui a cinco anos. O de André Ventura, anunciando que aqui não é o Bangladesh, devia estar no aeroporto, ainda que todo o mundo saiba isso. Outros mais dão uma ideia errada da tranquilidade política da Região. Mas não ficam bem na Cidade. Um resquício de PREC. Uma cedência demagógica.

Irão goza com Trump

Os persas negam negociações em curso com os americanos. São “fake news”, para acalmar os mercados bolsistas, no seu entender. Entretanto, enforcam em praça pública jovens que se terão manifestado contra o regime totalitário religioso. Para Trump o que interessa são os números do petróleo e do custo da defesa. Bem altos é o que quer.

Os iranianos nunca vão ceder porque jamais serão vencidos. Erro de cálculo americano.

José Óscar Sousa Fernandes

Morreu o meu primo, amigo, colega e advogado José Óscar. Uma perda irreparável pelo seu humanismo e contributo para a construção da Madeira que somos e temos. Inteligente como poucos, disponível como ninguém mais, foi sempre um precioso lutador pelas causas que defendia e achava justificadas.

Ao meu colega de ralis, como co-piloto, e comentador juntava-se a rivalidade clubista na defesa do seu Marítimo.

Uma saudade eterna por um ilustre madeirense que a ninguém deixou indiferente. Que saibamos preservar a sua memória!