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Guerra no Irão Mundo

Trump defende que EUA precisam de "terminar o trabalho"

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Foto EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, que tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente, defendeu hoje que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

"Não queremos sair antes do tempo, pois não? Temos de terminar o trabalho, certo?", declarou o presidente norte-americano durante um comício em Hebron, no Kentucky.

Horas antes, tinha sugerido que o fim da operação militar norte-americana estava próximo, afirmando que "praticamente não há mais nada para atacar" no país, numa entrevista telefónica ao 'site' Axios.

Já o Exército israelita indicou hoje que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.

"Enquanto forças armadas, ainda temos um vasto conjunto de alvos e vamos expandir as nossas operações. O objetivo é minar os alicerces deste regime", disse o porta-voz militar israelita, Effie Defrin, em conferência de imprensa no 12.º dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Segundo fonte militar israelita citada pela agência France Presse (AFP), "foram atingidos oito vezes mais alvos" no Irão desde 28 de fevereiro do que na anterior guerra de 12 dias, em junho de 2025.

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou hoje com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.