Segurança
André Ventura e o CHEGA, replicando e importando os piores exemplos da cena política internacional, introduziram na agenda política e mediática nacional o tema da segurança como uma alegada questão prioritária, central e decisiva na vida de todos os portugueses – e fizeram-no associando, depois, esse jogo de falsas perceções ao crescimento da população imigrante, apesar de sistematicamente contrariados por todos os dados oficiais das forças de autoridade. Ora, a segurança é bem mais do que aquilo que esses protagonistas políticos de terceira categoria procuram fazer crer – e a última semana serviu para nos lembrar isso mesmo: que existem, na verdade, problemas reais bem mais preocupantes para todos nós, por terem um impacto muito maior na nossa vida e no que é de todos.
A catástrofe que se fez sentir com especial intensidade na região centro do país, com consequências devastadoras para pessoas e bens – algumas que perderam as suas vidas, outras que perderam tudo o que tinham –, alerta-nos, uma vez mais, para a insegurança climática em que vivemos e que, infelizmente, só se agravará. Os “comboios de tempestades” de que o país tem sido alvo, que se devem, em parte, a mudanças cientificamente comprovadas no posicionamento do anticiclone dos Açores, associadas às alterações climáticas, têm de despertar em cada um de nós e, sobretudo, nos decisores políticos, um sentido de urgência para fazermos verdadeiramente tudo o que está ao nosso alcance para alcançarmos os objetivos climáticos que a ciência aponta como a única solução possível. Ainda assim, há quem continue, sistematicamente, a promover um discurso de descredibilização da ciência e da causa climática. Adivinhem quem? Pois.
Mas há mais: o que se passou nestes dias recorda-nos também a importância da segurança que o ordenamento do território, entre outras áreas do poder público ligadas à prevenção, deve garantir aquando da construção de infraestruturas críticas – como as de eletricidade, água e telecomunicações –, de habitações e de empresas, enfim, de tudo aquilo de que é feito o dia a dia das pessoas comuns – que não é, felizmente, nem de tiros nem de facadas, mas de trabalho, família, paz e sossego.
Há, também, a segurança que deve ser assegurada pelas instituições do Estado, que têm de ser capazes de reagir em situações de catástrofe: o Governo, a Proteção Civil, os Bombeiros, os Hospitais, os meios de emergência – todas aquelas que devem intervir de imediato quando tudo o resto falha, para preservar pessoas e bens e repor a normalidade possível, com a maior brevidade.
Neste momento trágico, não podia ter ficado, outra vez, mais evidente o que separa os dois candidatos às eleições presidenciais do próximo domingo: de um lado, o populismo de quem não consegue lidar com o peso de meia dúzia de garrafas de água, mas passa a vida a prometer pancada política a toda a gente; do outro, a tranquilidade de quem conhece o país e o que a função exige. Neste tempo difícil, Seguro foi mesmo o maior sinónimo da segurança que um Presidente da República deve ser capaz de transmitir em momentos críticos: às populações, que visitou com serenidade; às instituições locais, regionais e nacionais, com quem se articulou sem histerismos estridentes; no fundo, ao Estado, que somos todos nós.
Recordo, por fim, duas últimas dimensões: a internacional, atualmente marcada por relações pouco diplomáticas, que colocam cada vez mais em causa a segurança europeia e nacional; e a regional, com questões políticas dominantes que fazem tremer a segurança constitucional que outrora encontrámos em áreas como a mobilidade e a saúde. Perante todos esses cenários de incerteza, Seguro respondeu sempre com a firmeza de quem está preparado para exercer o cargo de Presidente.
No próximo domingo, votar é mais sobre estas várias dimensões de segurança, que nos tocam a todos diariamente, do que sobre a apregoada por quem, afinal, nunca teve de enfrentar um verdadeiro momento de tensão na vida: a segurança política, democrática, autonómica e institucional que só um estadista garante, promove e preserva. A que afeta realmente o nosso dia a dia e a nossa vida comum. Já tínhamos razões suficientes para escolher Seguro, mas a última semana deu-nos ainda mais – e de valor reforçado. Domingo, votarei Seguro, com a convicção plena de que só um candidato garante confiança e esperança na segurança que oferece. Pela Madeira. Por Portugal.
P.S. Parabéns, querido Pai. Hoje celebramos mais um aniversário socialista – porque, até nisso, nesta data cada lado tem o seu.