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Madeira

Índice de Custo do Trabalho na Madeira aumentou 5,6% em termos homólogos

Subida verificada no último trimestre de 2025 foi inferior em 1,3 p.p. ao verificado no País

Manifestação da União de Sindicatos da Madeira, no Funchal, em Junho de 2022.
Manifestação da União de Sindicatos da Madeira, no Funchal, em Junho de 2022., Foto Rui Silva/ASPRESS

O Índice do Custo do Trabalho (ajustado de dias úteis), na Região Autónoma da Madeira (RAM), registou um acréscimo de 5,6% entre Outubro e Dezembro, em comparação com igual período de 2024, de acordo com os dados da Direcção Regional de Estatítica da Madeira (DREM), hoje publicados. Trata-se de um aumento inferior em 1,3 pontos percentuais face ao verificado no país.

Esta variação resultou do efeito conjugado das variações ocorridas nas suas duas principais componentes: os custos salariais (por hora efectivamente trabalhada), que aumentaram 5,5% em relação ao trimestre homólogo, explica a DREM.

Os custos salariais incluem o salário base, prémios e subsídios regulares, prémios e subsídios irregulares (subsídio de férias; subsídio de Natal; prémios de fim do ano/distribuição de lucros; outros prémios e subsídios pagos com caráter irregular), pagamento por trabalho extraordinário e pagamento em géneros. DREM

Os outros custos (não salariais, também por hora efectivamente trabalhada) registaram um acréscimo homólogo de 5,9%, observa a autoridade de estatística.

Os outros custos incluem indemnizações por despedimento, encargos legais a cargo da entidade patronal (contribuição patronal para a Segurança Social; seguro de acidentes de trabalho e doenças profissionais), encargos convencionais, contratuais e facultativos (prestação complementar de reforma/invalidez; seguro de saúde; seguro de vida/acidentes pessoais; prestações sociais pagas diretamente ao/à trabalhador/a em caso de ausência por doença)" DREM

A evolução homóloga do ICT na RAM resultou do efeito conjugado do aumento dos custos médios por trabalhador e pelo acréscimo do número de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador.

A nível nacional, o valor daquele índice registou um acréscimo homólogo de 6,9%: +7,0% na componente dos custos salariais e +6,9% nos outros custos.