Índice de Custo do Trabalho na Madeira aumentou 5,6% em termos homólogos
Subida verificada no último trimestre de 2025 foi inferior em 1,3 p.p. ao verificado no País
O Índice do Custo do Trabalho (ajustado de dias úteis), na Região Autónoma da Madeira (RAM), registou um acréscimo de 5,6% entre Outubro e Dezembro, em comparação com igual período de 2024, de acordo com os dados da Direcção Regional de Estatítica da Madeira (DREM), hoje publicados. Trata-se de um aumento inferior em 1,3 pontos percentuais face ao verificado no país.
Esta variação resultou do efeito conjugado das variações ocorridas nas suas duas principais componentes: os custos salariais (por hora efectivamente trabalhada), que aumentaram 5,5% em relação ao trimestre homólogo, explica a DREM.
Os custos salariais incluem o salário base, prémios e subsídios regulares, prémios e subsídios irregulares (subsídio de férias; subsídio de Natal; prémios de fim do ano/distribuição de lucros; outros prémios e subsídios pagos com caráter irregular), pagamento por trabalho extraordinário e pagamento em géneros. DREM
Os outros custos (não salariais, também por hora efectivamente trabalhada) registaram um acréscimo homólogo de 5,9%, observa a autoridade de estatística.
Os outros custos incluem indemnizações por despedimento, encargos legais a cargo da entidade patronal (contribuição patronal para a Segurança Social; seguro de acidentes de trabalho e doenças profissionais), encargos convencionais, contratuais e facultativos (prestação complementar de reforma/invalidez; seguro de saúde; seguro de vida/acidentes pessoais; prestações sociais pagas diretamente ao/à trabalhador/a em caso de ausência por doença)" DREM
A evolução homóloga do ICT na RAM resultou do efeito conjugado do aumento dos custos médios por trabalhador e pelo acréscimo do número de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador.
A nível nacional, o valor daquele índice registou um acréscimo homólogo de 6,9%: +7,0% na componente dos custos salariais e +6,9% nos outros custos.