Reposição de areia no Porto Santo "não é nada de novo"
Miguel Albuquerque lembra que as marés provocam alterações no areal e que já foram realizadas intervenções semelhantes na Ilha Dourada
Miguel Albuquerque desvalorizou esta terça-feira as alterações na quantidade de areia da praia do Porto Santo, considerando que se trata de um fenómeno natural associado à dinâmica das marés e que o reforço do areal não constitui uma novidade.
Questionado sobre a estratégia do Governo Regional para a reposição de areia na Ilha Dourada, o presidente do Executivo recordou que intervenções semelhantes já foram realizadas anteriormente.
"A estratégia é aquela que já fizemos durante alguns anos", afirmou, explicando que a praia está sujeita à movimentação natural dos sedimentos, que pode deixar algumas zonas com menos areia em determinados períodos.
Albuquerque apontou como exemplo a exposição das formações rochosas existentes sob o areal, associando este fenómeno às alterações provocadas pelas marés.
Porto Santo recebe 170 mil metros cúbicos de areia para combater erosão costeira
O Governo Regional da Madeira está a desenvolver uma intervenção de 2,1 milhões de euros para reforçar a protecção costeira do Porto Santo, através de três acções complementares: uma primeira que visa o desassoreamento para reposição das condições de navegabilidade do Porto de Abrigo e colocação da areia resultante na parte submersa da praia; a colocação de areia num troço costeiro e a reconstrução de um sistema dunar na Calheta, estas duas últimas com recurso a areia extraída de manchas de empréstimo.
"Não tem nenhum problema. Aliás, não é nada de novo, já o fizemos", declarou, referindo-se às operações de reforço de areia na praia.
As declarações surgem numa altura em que o Governo Regional está a avançar com uma intervenção de protecção costeira no Porto Santo, que prevê a movimentação de aproximadamente 170 mil metros cúbicos de areia, num investimento de 2,1 milhões de euros.
Conforme o DIÁRIO noticiou esta manhã, os trabalhos incluem o desassoreamento do Porto de Abrigo, a reposição de areia na zona da Fontinha e uma intervenção de reconstrução dunar na Ponta da Calheta.
A operação deverá decorrer de forma faseada até Novembro, estando prevista a monitorização dos resultados até 2028.