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Relâmpagos (‘voluntareza’ do amor... e a voz vem dos mortos, Capitão)

A política tem de canalizar-se para a realização do bem-comum. Seja dedicação, abnegação, missão. Seja serviço público. Serviço cívico e a sua servidão/ libertação. Doutra forma seria tudo o que não nos diz nada. Afinal, colhe-se, com legitimidade, o que se planta e se semeia. O resto é o amor (com existencialismo implícito) e a grandeza de sua circunstância e incredulidade. Apetece-me dizê-lo, recitando altissonante, estes versos de Wislawa Szymborska: “Ambos estão convencidos / de que os uniu uma paixão súbita. / É bela esta certeza, / mas a incerteza mais bela ainda.”

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No sábado, 17 de outubro, pelas 12h00, estarei com a chef Milocas Andrade, numa conversa (e degustação) sobre “Bafas e Petiscos da Terra”, enquadrado no projeto cultural Tradições Culinárias de Cabo Verde, do CCCV – Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa. Sou defensor da culinária crioula de Cabo Verde, assim como toda a gastronomia cabo-verdiana, como um grande património cultural nacional e, pela singularidade dos modos de fazer, com enorme potencial a ser inscrita na lista do Património Imaterial da UNESCO. E por que não a candidatura da Cachupa?

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Na sexta-feira, 30 de outubro, pelas 18h00, no auditório da UCCLA, farei parte do painel com a escritora Ana Paula Tavares, no lançamento do livro “Quando o Micondó da Casa Florir no País: Escritos sobre Conceição Lima” (Rosa de Porcelana Editora), livro de ensaios, organizado por Inocência Mata.

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No sábado, 31 de outubro, pelas 16h30, no CCCV – Centro Cultural de Cabo Verde, farei parte do painel com o historiador e embaixador Daniel Pereira e a historiadora e investigadora Aurora Almada e Santos, para enquadramento da exibição do filme “Memórias em Tempo de Fome” (Prod. Rotchimar), do cineasta Júlio Silva. Agora, remeto-vos às palavras do historiador António Correia e Silva, dir-se-ia o cogito do nosso pai Anastácio Filinto Correia e Silva, em como a “bandeira negra da fome”, dos versos de “Capitão Ambrósio”, do poeta Gabriel Mariano, subentendia a “fome da negra bandeira, a fome da Independência”

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Dos dois discursos em crioulo de Cabo Verde na Assembleia Geral das Nações Unidas. Independentemente das posições deste ou daquele, sendo cada um livre para as ter, a utilização da língua cabo-verdiana na AGONU (por José Maria Neves e por Francisco Carvalho, este em 24 de setembro de 2026, aquele em 26 de setembro de 2011), entrou na ordem do dia. Ambos assumiram, de forma exemplar e pedagógica, o Artigo 9º (CRCV) a determinar ao Estado a promoção da língua materna em paridade com o português. Afora isso, a qualidade das mensagens políticas das comunicações, tanto para o Mundo (sobretudo o de 2011), como para a Nação Global Cabo-verdiana (seguramente, o de 2026), em termos de destinatários. É a grande complementaridade, é o caminho, caminhando...