Universidade da Madeira integra aliança internacional em saúde e longevidade
A Universidade da Madeira (UMa) participou, em Novembro de 2025, na cerimónia de criação da Aliança para Investigação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia da Longevidade Saudável entre a China e instituições de ensino superior de países de língua portuguesa.
O evento - no qual a UMa esteve representada pelo vice-reitor para a Investigação, Inovação e Internacionalização, José S. Câmara - constituiu "um marco simbólico e estratégico na cooperação científica internacional" da universidade, "reforçando os laços entre a República Popular da China e a comunidade lusófona" em torno do envelhecimento saudável, "um dos principais desafios globais actuais".
O evento reuniu representantes governamentais, dirigentes académicos, investigadores e decisores políticos, com o objectivo de criar uma plataforma de colaboração duradoura nas áreas da ciência, tecnologia e inovação, dedicada à longevidade saudável, à prevenção de doenças crónicas e à melhoria da qualidade de vida das populações envelhecidas.
Durante a cerimónia foram formalizados compromissos de cooperação que preveem o desenvolvimento conjunto de projectos de investigação e desenvolvimento, a partilha de infra-estruturas científicas, a mobilidade de investigadores e estudantes e a promoção de programas de formação avançada. As áreas abrangidas incluem biomedicina, engenharia biomédica, inteligência artificial aplicada à saúde e políticas públicas para o envelhecimento saudável.
A Aliança pretende ainda fomentar a criação de redes temáticas e consórcios internacionais, com capacidade para responder a concursos competitivos de financiamento e produzir evidência científica com impacto global.
A participação conjunta de instituições de ensino superior, centros de investigação, hospitais e empresas de base tecnológica evidenciou o potencial de uma abordagem multissectorial à longevidade, aproximando a investigação fundamental da investigação translacional e das aplicações clínicas e sociais.
Para além da dimensão científica, o fórum destacou a importância da diplomacia científica e da cooperação Sul–Sul, posicionando a parceria entre a China e os países de língua portuguesa como um espaço privilegiado para o desenvolvimento e teste de soluções inovadoras em contextos culturais e demográficos diversos.
Da cerimónia resultou uma agenda de trabalho orientada para o médio e longo prazo, que inclui a definição de áreas prioritárias de investigação, a preparação de projectos conjuntos e a criação de mecanismos de governação da Aliança, com vista a assegurar continuidade, transparência e impacto.