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Ação climática e desafios

As alterações climáticas e os seus efeitos já saíram do plano teórico e da discussão científica a política e passaram a ser visíveis no nosso quotidiano, exigindo medidas concretas e urgentes. Em termos concelhios, essas medidas consubstanciam-se na procura de novos paradigmas, não apenas no âmbito da gestão do território, mas sobretudo no âmbito da Proteção Civil.

Os últimos avisos meteorológicos relativos ao Arquipélago da Madeira e os sucessivos dias de mau tempo deixam clara a necessidade de fortalecermos a nossa capacidade de resposta. Estive no terreno com várias equipas e consolidei a convicção de que é certo o caminho que temos vindo a trilhar em direção a uma crescente aposta na Proteção Civil Municipal e na robustez e reforço dos meios e dos efetivos do nosso Corpo de Bombeiros Sapadores.

As sinergias entre gestão territorial e proteção civil assumem contornos particulares face às especificidade do território insular. A exiguidade do espaço leva a uma intensa ocupação do solo disponível. Esta circunstância é desafiante em muitas frentes, mas a proteção de vidas e bens assume uma relevância extrema.

As nossas políticas têm privilegiado e vão continuar a privilegiar o investimento em mecanismos de resposta eficaz aos desafios das alterações climáticas, no sentido de garantir a segurança da nossa população, mas também o reforço das ações de sensibilização, para uma cada vez maior responsabilização de todos. Esta responsabilização integra não apenas medidas individuais, mas também um esforço coletivo. É precisamente este esforço coletivo que se persegue com a implementação de medidas inovadoras como é a nossa Taxa de Proteção Civil. Uma taxa que pede um pequeno contributo financeiro à população, mas que sobretudo visa criar esse compromisso de que um território é gerido politicamente, mas é também, e sobretudo, um ecossistema de participação ativa e de gestão e responsabilidades partilhadas.

Só com um envolvimento sério de todos seremos capazes de ampliar a nossa capacidade de resposta e a nossa ativa adequação a alterações cada vez mais rápidas do nosso sistema climático.

Também na ação climática, a antiga, mas sempre atual, premissa, de que juntos somos mais fortes, tem validade e sobretudo uma premência real e urgente.