Ano novo, nada de novo...
Dizia-se que era preciso que tudo mudasse para que tudo ficasse na mesma... Mas para isso seria necessário que algo mudasse. Mas nada muda por aqui...
A prioridade é, continua a ser, alimentar os lobbies. Enquanto os lobbies continuarem satisfeitos, a coisa vai andando. Nem digo à revelia dos madeirenses, mas certamente à revelia dos seus interesses.
O turismo tem avançado por inércia. Sem uma estratégia coerente, a sabor do vento e de interesses, mais ou menos obscuros, em função dos interesses de um e de outro, mas certamente não do destino e do futuro. Porque estes exigem decisões firmes e corajosas que criem novos trends para o futuro.
Tendências que nos tragam menos turistas mas mais rendimento. Um ênfase nos interesses dos residentes e não nos números de visitantes. Que esqueça os cruzeiros com as suas margens risíveis e os atropelos que trazem, inevitavelmente à cidade e arredores. Uma tendência que permita focar na redução da pressão turística, é que permita reservar e preservar a Madeira para os seus residentes e para os turistas que verdadeiramente interessam. Menos turistas, menos rent a car, menos pressão na ilha e na sua infraestrutura.
É que permita manter a ilha pagável para os seus filhos que nela querem viver, priorizando-os ao invés dos patos bravos e especuladores que constroem casas de milhões para os nómadas endinheirados da Europa e EUA e outros que tal.
A prioridade é a sustentabilidade têm de ter como prioridade os que já cá estão, os que aqui cresceram e que são agora exilados porque não têm como pagar habitação aqui, ou porque estão condenados a um emprego para o qual estão sobre qualificados e em que nunca ganharão o suficiente para adquirir uma casa.
A escolha tem de ser feita entre o foco no que se faz, e no como se faz, agora, para os do costume, ou uma mudança de objetivos de forma a tornar a região sustentável para todos.