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Madeira

Chega acusa Governo Regional de compactuar com a discriminação dos porto-santenses

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Francisco Gomes criticou, hoje, através de comunicado, o Governo Regional por, no seu entender, "compactuar com a discriminação dos porto-santenses e nada fazer para mitigar os efeitos da dupla insularidade". Em causa está, de acordo com o deputado à Assembleia da República, pelo Chega-Madeira, a interrupção do transporte marítimo entre a Madeira e o Porto Santo.

Para o parlamentar, a ausência prolongada de uma solução estável de transporte marítimo tem impactos profundos na vida quotidiana das pessoas, "afectando o acesso a serviços essenciais, a mobilidade para trabalho e estudo, o abastecimento e a própria actividade económica da ilha do Porto Santo". Além disso, diz que a situação é agravada pela falta de medidas compensatórias eficazes quando o serviço marítimo é interrompido.

Por outro lado, critica a "narrativa oficial que tenta minimizar o problema com números que não correspondem à realidade" e aponta que os lugares aéreos disponibilizados são "manifestamente insuficientes para responder às necessidades da população, criando um estrangulamento permanente da mobilidade".

O deputado do Chega considera que esta realidade traduz um desrespeito por parte do Governo Regional, que, segundo diz, trata o Porto Santo "como território secundário e ignora os custos sociais e humanos da dupla insularidade".

"O Porto Santo vive numa dupla insularidade da qual o governo regional só se lembra em vésperas de eleições. Quando o transporte marítimo falha, falha o Estado, falha a Região e falham as respostas aos cidadãos", afirma Francisco Gomes.

O parlamentar considera inaceitável que, ano após ano, "se repitam os mesmos problemas sem soluções duradouras, enquanto os porto-santenses continuam a pagar o preço da falta de planeamento e de vontade política".

Para o deputado, "isto é discriminação pura". "O governo sabe que os lugares são insuficientes, sabe que os custos são incomportáveis e, ainda assim, escolhe não agir. O Porto Santo não pode continuar a ser tratado como um apêndice", atira.

O deputado do Chega defende que a mobilidade entre a Madeira e o Porto Santo deve ser encarada como uma obrigação pública permanente, exigindo respostas imediatas, soluções estruturais e respeito efetivo pelos direitos de quem vive numa ilha marcada pela dupla insularidade.