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Análise

Responsabilidade e bom senso

O impasse em que caiu a situação política não vaticina um desfecho auspicioso para a Região na próxima quinta-feira, quando for debatido e votado o Programa de Governo. O cerco fecha-se para isolar o PSD e o CDS que, com 21 votos, não conseguem aprovar o documento que abrirá a porta ao tão desejado orçamento. Se tal acontecer, a Madeira poderá ficar em gestão até Janeiro do próximo ano. O que é francamente mau, sob todas as perspectivas, como o DIÁRIO detalhou durante a semana. É mau em termos fiscais, económicos e sociais. É mau não haver estabilidade nem normalidade. Mas por que motivo partidos que combatem o PSD há 48 anos devem deitar-lhe agora a mão? Porque há razões atendíveis para que isso possa acontecer, não correndo ninguém o risco de perder a face ou beliscar a sua identidade ideológica. Em vez de se digladiarem na praça com argumentos que não acrescentam valor ao futuro da população, deveriam, antes, pugnar por estabelecer pontes de entendimento, exigindo, em troca desse apoio, a consagração de medidas que comprovadamente beneficiem a sociedade. Fugindo às coligações naturais dentro do círculo da direita ou da esquerda, há maioria clara no parlamento, se os deputados quiserem e conseguirem ultrapassar traumas pessoais e colectivos que dizem zero às pessoas. Entendam-se, dêem uma lição de maturidade e sejam parte da solução e não da continuação do problema. Mergulhar a Região em mais uma longa campanha eleitoral é a solução? Não! Estamos cansados de eleições. Que esperam os partidos que provocarem a queda do governo e a mais que previsível dissolução da Assembleia? É um clássico que está em todos os manuais de ciência política: vão provocar a vitimização do PSD, que será depois recompensado nas urnas. A História diz-nos isso.

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