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Análise

Ligados à máquina

Venham daí novas eleições. sem demoras. Antes que falte o elementar. Basta de caos

Miguel Albuquerque foi modesto ao admitir no Parlamento que com “a queda deste Governo e a convocação de novas eleições regionais, a Região ficará ligada à máquina”. Nada de novo. Sem Governo e sem Orçamento durante o primeiro semestre de 2025, a Madeira acabará por experimentar os riscos decorrentes das aventuras eleitorais recentes, do descuido no trato daquilo que é elementar em democracia e da abstenção tácita. A Região sempre esteve, de forma mais ou menos evidente, ligada à máquina por que excessivamente dependente de bolhas pontuais e de fenómenos que não controla, como os fluxos turísticos, mas também de atitudes estranhamente subservientes, dessa mão estendida aos fundos derramados pela Europa, às migalhas que sobram do Orçamentos da pátria e às benesses das aritméticas domésticas. Esta relação de dependência é ancestral e os culpados são os agora especialistas em palpite, mas que outrora preferiram alimentar contenciosos por serem avessos ao diálogo, os que quiseram orgulhosamente ser ilha num contexto em que era recomendável o aprofundamento da Autonomia e a diversificação da economia, os que se especializaram em engenharias financeiras comprometendo o rigor e a transparência e os que esconderam dívida em nome do alegado desenvolvimento. Muitos madeirenses vivem há décadas ligados à máquina, sem margem para outra forma de vida, já que se habituaram à subsidiodependência armadilhada, à cunha conveniente e à mordomia farta. Alguns de tal forma que, sem mundo, nem rasgo universalista, são incapazes de ver para além do óbvio, de admitir que a razão é diversa e que o bem maior exige altruísmo. Mas onde andam os outros?

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