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Noção de censura

Vivemos tempos nunca antes vistos na nossa Região.Cinquenta anos de maiorias absolutas não deram, ainda, a todos os partidos, a habilidade de manusear aquilo que têm sido as maiorias relativas que se verificam desde 2019.

PSD não sabe agir perante a nova realidade em que, sozinho, não chega a lado algum, os partidos de esquerda não sabem se descolar dessa situação e em vez de aproveitar a oportunidade imperdível de fazer aprovar as suas propostas, como nunca antes acontecera.

No meio do caldeirão de hábitos e birras o CDS tem se mostrado o adulto na casa sabendo dosear a sua atitude de acordo com o melhor para os madeirenses, independentemente da existência dum acordo de incidência parlamentar com o partido mais votado, o certo é que que o seu voto, que faz a diferença, já serviu para aprovar propostas de outros partidos, tanto em plenário, como em sede de comissões especializadas.

Mas, fazer política, aquela digna e democrática não é para todos, compreendemos. São pressões externas e internas, joguinhos de poder e desespero que têm levado a Madeira a uma instabilidade nunca antes vista.

Vamos colocar a nossa maioria relativa em perigo, se, aprovando uma moção de censura desprovida de circunstancialismo de tempo, modo e lugar, que pode desembocar em novas eleições e novos desenhos parlamentares, subsequentes e consequentes. Há noção…

Esta semana perdemos uma figura incontornável da vida política e cultural, mas sobretudo um ícone da Escola Secundária de Francisco Franco, o Professor António Loja, figura temida e apreciada das aulas de História, forreta a dar notas, desconfiado de quem soubesse alguma coisa. Agradeço ao Prof António Loja ter me desafiado sempre, até ao limite, numa relação que resvalava entre o “amor e o ódio”, mas que me ensinou a nunca desistir de lutar pela justiça. Descanse em Paz.

Estamos quase, quase, na Festa, sejam responsáveis: bebam com moderação, comam com moderação, amem-se desmesuradamente, honrem o Menino Jesus e descansem, é Natal.