Um hospital… sem paredes
O eclipse da mudança não acontece em casa, nem na rua nem no teu local do teu trabalho. Acontece em ti e está envolto em emoção. Um cocktail de profunda emoção! É certo que esta mudança não é da mesma intensidade, do mesmo formato, com as mesma razões ou para resultados semelhantes. Não é nem na substância, nem na forma. É um estado, que ocorre num momento e para uma circunstância. Pode acabar por ser para sempre, ou nem chegar a mudar o que parecia certo ou até mudar o que não era esperado. Em todo o caso, é a nossa mudança. A mudança que nos atravessa, aquela que nos abana e nos estonteia. É, na verdade, um turbilhão de sentimentos. Vendo bem, se formos dissecados da nossa superficialidade, daquilo que andamos a fazer no nosso dia a dia, não passamos de um desassossego que nos inquieta a alma. Uma alma que nunca pensamos nela e que raramente deambulamos sobre a sua existência e quase nunca manifestamos preocupação sobre a sua imaterialidade que hoje é, na realidade, totalmente demonstrável. Contudo, é ela a melhor forma de falarmos da nossa essência. Daquilo que somos e às vezes do que gostaríamos de ter sido!