Regionais 2023 Madeira

PSD acusa socialistas de não apoiar o voto dos emigrantes nas Regionais

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O presidente do Núcleo dos Emigrantes do PSD/Madeira, Carlos Fernandes, considera ser "no mínimo curioso que aqueles que até agora estiveram em silêncio e não apresentaram uma única proposta nesse sentido, no âmbito da revisão Constitucional que está em curso e da qual depende esta alteração, venham agora defender que os nossos Emigrantes votem nas Eleições Regionais, num lamentável oportunismo político que não pode deixar de ser denunciado e esclarecido".

O social-democrata referia-se às declarações de Victor Freitas, esta manhã, na V Conferência Portugal +', em que o socialista defendeu o voto por parte dos emigrantes.

Victor Freitas pede deputados eleitos pelas comunidades no parlamento regional

Victor Freitas pediu uma mudança de mentalidades na República, com o objectivo de possibilitar a criação de círculos eleitorais das comunidades, nas eleições legislativas regionais da Madeira.

Carlos Fernandes afirma que estas declarações “carecem de ser esclarecidas”, tanto mais quando o PS/Madeira está “a mentir, mais uma vez, aos Madeirenses e, neste caso, às nossas Comunidades, sobre uma matéria relativamente à qual nem se pronunciou nem apresentou qualquer solução até agora, quando teve essa oportunidade na Assembleia da República”.

"O PSD/Madeira foi o único Partido que aproveitou esta oportunidade de revisão Constitucional para defender uma proposta que garantisse que as nossas Comunidades pudessem votar nas Eleições Regionais, de modo a corresponder a uma reivindicação que já é antiga por parte da nossa Diáspora e com a qual estamos há muito comprometidos”, refere o também deputado à Assembleia Regional.

O presidente desse núcleo lança um desafio: "já que pelos vistos o PS/Madeira concorda com aquilo que nós defendemos, pese embora nada ter feito e ter preferido o silêncio até agora, é caso para acreditar que poderemos contar com a sua concordância, já que, se assim não for, ainda se torna mais grave falar deste assunto para depois, tendo essa oportunidade, votar contra". 

Carlos Fernandes afirma que não é só na véspera das Eleições que se devem “lançar promessas ao vento” e apelando a que, a par deste, os muitos outros dossiês que se encontram pendentes quanto às Comunidades, por parte da República, avancem, “não apenas nas palavras e intenções mas, sim, nas acções”.