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Chega realiza jornadas parlamentares para preparar desafios da próxima legislatura

12 deputados à Assembleia da República vão juntar-se aos eleitos pelos Açores e pela Madeira

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Foto Helder Santos/Aspress

O Chega vai realizar as suas jornadas parlamentares na terça e quarta-feira, em Matosinhos, um mês antes da dissolução da Assembleia da República, com o objetivo de preparar os desafios da próxima legislatura.

Em declarações à Lusa, o líder parlamentar do Chega lembrou que "o trabalho parlamentar ainda não acabou" e que, como o parlamento só será dissolvido em 15 de janeiro, o partido tem "o direito de fazer estas jornadas parlamentares".

Estas jornadas terão como tema "os desafios da próxima legislatura" e os dois dias de jornadas, que decorrerão num hotel em Matosinhos (distrito do Porto), serão preenchidos com painéis sobre a justiça, crescimento económico e saúde.

A abertura e o encerramento das jornadas caberá ao presidente do Chega, André Ventura.

Aos 12 deputados à Assembleia da República vão juntar-se os eleitos pelos Açores e pela Madeira, indicou o líder parlamentar, considerando que "dá uma cara de união do partido, que existe".

"Teremos dois dias para falar dos problemas do país, que são transversais a toda a sociedade", afirmou, considerando tratar-se de uma oportunidade para "articular até um esquema de trabalho entre todo o grupo parlamentar do continente com os outros deputados".

"Parece-nos muito importante que haja essa conjugação", defendeu.

Pedro Pinto assinalou que o "Chega está a preparar o seu programa eleitoral" e que a reforma da justiça, a resolução dos problemas na saúde e o crescimento económico do país "são três bandeiras" do partido.

Pedro Pinto destacou também a escolha da realização destas jornadas parlamentares no norte do país, afirmando que o Porto é um distrito onde o Chega "aposta forte" porque "nas eleições todas tem tido algumas dificuldades".

Ainda assim, o líder parlamentar considerou que "o partido está a crescer" naquela zona, "e por isso também esta aposta das jornadas parlamentares no Porto".

Na terça-feira, as jornadas arrancam com intervenções do presidente do Chega e da deputada Rita Matias, seguindo-se um painel sobre "a reforma da justiça de que Portugal precisa", que contará com intervenções do advogado Nuno Gonçalves da Cunha, do advogado e professor universitário João Pacheco de Amorim, da jurista e assessora parlamentar Cristina Rodrigues e do jurista Paulo Ramalheira Teixeira.

Ainda na terça-feira, haverá outro debate sobre "solução para o crescimento económico" de Portugal, com o economista Luís Maia, o gestor Mário Lima e os deputados Rui Afonso e Filipe Melo.

Já na quinta-feira, dia dedicado à saúde, o primeiro painel será sobre "o modelo de gestão do Serviço Nacional de Saúde", com o presidente do Conselho de Administração da CESPU, António Almeida Dias, o médico Palhares Delgado e Mário Ferreirinha Caetano Nora, vice-presidente da Assembleia Geral da associação Convergência dos Centros de Responsabilidade Integrada.

Após um outro painel sobe "crise na saúde, causas e soluções", com profissionais de saúde, segue-se um debate com o tema "crise das carreiras no SNS", com representantes do Sindicato Independente dos Técnicos Auxiliares de Saúde, o Sindicato dos Profissionais Administrativos da Saúde, Sindicato dos Técnicos de Emergência Médica Pré-Hospitalar e o do Sindicato dos Médicos Dentistas.

Pedro Pinto assinalou que estas jornadas vão contar com a participação de "muitas pessoas da sociedade civil" e afirmou que estes sindicatos não estão ligados à federação sindical que o Chega anunciou que irá promover, com o nome "Solidariedade".

"São independentes, são de outros sindicatos, que decidiram estar nesse painel e que nós acolhemos com todo o carinho", disse, defendendo que o Chega é um "partido aberto à sociedade" e que já houve no passado "pessoas que foram a jornadas parlamentares do Chega e que não estão ligadas ao partido".