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Desporto

Marítimo vai contar com o apoio de 200 adeptos em Leiria

Marítimo e Leiria medem forças no domingo, às 14 horas, em jogo alusivo à 9.ª jornada da II Liga

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Adeptos deslocados no continente lutam para ter uma mesa de voto em Lisboa

Alguns adeptos do Marítimo preparam-se para apoiar a equipa numa das maiores deslocações desta época, rumo ao estádio do União de Leiria, onde a equipa vai defrontar, no domingo, outra dos conjuntos que tem registado maior apoio ao longo da temporada, em jogo referente à 9.ª da jornada da II Liga. Com uma estimativa de pelo menos 150 adeptos confirmados, a comitiva maritimista, composta por entusiastas provenientes principalmente de cidades como Porto, Lisboa, Évora e Coimbra, antevê uma presença significativa na cidade do Lis, que deverá atingir as duas centenas de apoiantes.

Estamos a contar, no mínimo, ter 150 adeptos. Naturalmente, que depois há pessoas que se vão juntar a nós que não formalizaram o pedido de bilhete, por isso julgo que no total vão ser 200 adeptos a estar na cidade do Lis. Pedro Camacho, um dos organizadores das deslocações de adeptos maritimistas

Pedro Camacho reforça que mais do que nunca a prioridade é de mostrar o apoio incondicional à equipa, não deixando que foco se desvie para as questões extra-desportivas. "O apoio tem de ser à equipa, não a direcções nem listas, mas sim à equipa, porque nós queremos muito subir de divisão já. Portanto, temos que nos afastar das confusões", sublinhou, reconhecendo no entanto que o desafio que se aproxima não será fácil, até porque o adversário também é um dos fortes aspirantes à promoção à I Liga.

É um jogo para ganhar. O Leiria também é um candidato à subida, tem sentido um apoio muito grande em termos de adeptos e também vão querer ganhar o jogo. Resta-nos querer mais do que eles, da nossa parte os tais 200 adeptos vão fazer tudo por isso. Espero que a equipa também retribua e que saiba, ao contrário daquilo que o Tulipa declarou no final do último jogo, encarar tanto os aplausos como a crítica, porque faz parte da liberdade de expressão e do sentido de uma massa crítica que se pretende forte Pedro Camacho, um dos organizadores das deslocações de adeptos maritimistas

Apesar da equipa aparentemente parecer estar blindada contra o momento conturbado que o clube enfrenta, com queda a direcção e a marcação de eleições antecipadas, o responsável destaca que "há sempre alguma coisa que passa sempre" para o seio do conjunto liderado por Tulipa e que pode, de alguma maneira, afectar o rendimento dos jogadores. No entanto, em outro sentido, Pedro Camacho alertou para a necessidade de reforçar a formação, uma vez que julga que o actual plantel, em termos qualitativos, não será ainda o final. "Ainda falta qualquer coisa, talvez mais alguma vontade e algum traquejo para conseguirmos mais vitórias. Penso que ainda tem de existir alguns ajustes e talvez, em Janeiro, consigamos estar mais fortes", frisou.

Quanto às eleições que se aproximam, agendadas para o dia 16 de Novembro, o representante dos adeptos deslocados em Portugal Continental destaca que a luta passa por garantir uma mesa de voto na delegação de Lisboa, possibilitando assim que o método eleitoral consiga abranger o maior número de sócios possíveis. "Ainda ninguém marcou viagem, porque estamos todos com expectativa de termos uma mesa de voto numa delegação oficial", afirmou, explicando que a confirmação só deverá chegar no dia 6 de Novembro, data para a formalização das candidaturas. Apesar de ainda falta a validação, Pedro Camacho garante que existe pretensão tanto das actuais listas, quanto do presidente da mesa da Assembleia-Geral, para alcançar essa pretensão dos sócios que estão no continente.