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Ministro diz que 200 anos da independência do Brasil impulsionam turismo

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O ministro do Turismo brasileiro disse, em entrevista à Lusa, que as celebrações do bicentenário da independência do Brasil, juntamente com a vontade reprimida de viajar pós-pandemia, "pode ser um importante impulsionador para ampliação do fluxo turístico".

"O marco do bicentenário, aliado à demanda reprimida por viagens internacionais desde o início da pandemia, pode ser um importante impulsionador para ampliação do fluxo turístico", afirmou Carlos Brito.

O ministro notou que durante este ano de comemorações do bicentenário tem havido uma série de ações por todo o país "com eventos, exposições e inaugurações que ampliam as opções de atrativos no segmento cultural, que já é responsável por motivar uma parcela considerável das viagens" no país.

Com o fim das restrições pandémicas, com a retoma do turismo internacional, as cidades históricas brasileiras têm "potencial para atrair um número maior também de turistas estrangeiros", especialmente com o aproximar do 07 de setembro (dia em que, em 1822, foi proclamada a independência do Brasil pelo príncipe D. Pedro de Bragança com o famoso 'Grito do Ipiranga').

"Nestas cidades e núcleos históricos estão os traços da preservação de expressões próprias de cada período histórico que vivemos. Então, visitar estes locais é mergulhar em vários momentos pelos quais o Brasil passou e que foram essenciais no processo de transformação da nossa nação", frisou.

"Para os turistas portugueses, não tenho dúvida de que pode ser uma experiência ainda melhor, na medida em que as nossas histórias se entrelaçam", disse o ministro do Turismo do Brasil, que recordou ainda as mais-valias do programa Revive, um protocolo de cooperação entre Portugal e Brasil, assinado em março de 2020, que tem como missão a recuperação de patrimónios históricos e culturais subutilizados e degradados para aproveitamento turístico e criação de emprego no Brasil, através de investimentos privados.

O ministro do Turismo brasileiro disse ainda que o país quer ampliar o fluxo de turistas europeus no Brasil, um mercado que antes da pandemia "representava cerca de 24% dos turistas estrangeiros que vinham ao Brasil".

"Sem dúvida, é um mercado importante e que tem um enorme potencial para ampliação de fluxo, principalmente com Portugal, considerando as facilidades e similaridades, como a própria comunicação, isenção de vistos e a existência de conexões diretas de voos", afirmou.

Em relação aos visitantes provenientes de Portugal, Carlos Brito recordou que em 2019, antes da pandemia, 93,5% dos cerca de 176 mil visitantes "apontaram intenção de retorno" ao país para passarem férias.

"Essas viagens foram motivadas, principalmente, por destinos de sol e praia, cultura, natureza e ecoturismo", disse.