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Manada de elefantes invade comunidades e destrói 27 hectares de culturas em Moçambique

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Uma manada de 40 elefantes invadiu zonas residenciais e destruiu 27 hectares de diversas culturas no distrito de Marrupa, na província de Niassa, no norte de Moçambique, anunciou ontem fonte oficial.

Os elefantes, da Reserva do Niassa, invadiram os postos administrativos de Marangira e Marrupa-sede, regiões onde se regista com frequência o conflito entre o homem e os animais, disse Raju Momade, diretor dos Serviços Distritais de Atividades Económicas de Marrupa, citado hoje pela Rádio Moçambique.

"Neste momento, os animais que nos estão a criar mais problemas são os elefantes. A zona onde mais ocorre [o conflito] é mesmo no corredor do posto administrativo de Marrupa-sede", referiu Momade.

Segundo o responsável, a direção da Reserva do Niassa distribuiu 50 foguetes pelas comunidades para afugentar os animais, num distrito onde foram registados 37 casos de conflito entre o homem e a fauna-bravia desde março.

Marrupa integra a lista de oito distritos que estão próximos da Reserva do Niassa, a maior área protegida de Moçambique.

Em finais de julho, outra manada de 50 elefantes invadiu uma área residencial do distrito de Machaze, na província de Manica, já no centro do país, tendo destruído 15 casas de construção precária e os respetivos celeiros.

Conflitos entre homens e animais são frequentes em várias regiões rurais próximas de áreas de conservação em Moçambique.

Segundo dados oficiais mais recentes, de 2020, um total de 97 moçambicanos morreram e 66 ficaram feridos só em ataques registados (outros não chegam a ser reportados) de animais selvagens, a maioria por crocodilos, segundo a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

No mesmo ano foram devorados 258 animais domésticos, entre gado bovino, ovino e caprino, por leões, hienas e crocodilos, além de 248,81 hectares de diversas culturas destruídas.