Madeira

Lar Maria Aurora fecha de vez e gestora não revela onde colocou idosos

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“Eu vou sair e o projecto Maria Aurora termina no dia 4 de Julho [segunda-feira]”. Foi desta forma que Maria Manuel Homem, administradora do lar que funcionou durante 10 anos num edifício da Travessa da Praça (traseiras da Alfândega do Funchal), anunciou, esta manhã, o fim da instituição, na sequência de uma ordem judicial de despejo, devido a dívidas de rendas ao senhorio. Os idosos já foram retirados do imóvel e as chaves serão entregues ao agente de execução na segunda-feira.

Apesar da insistência dos jornalistas, a responsável não revelou para onde foram transferidos os cerca de duas dezenas de idosos que eram acolhidos na Residência Assistida Maria Aurora. “O que é mais importante é que as pessoas estão asseguradas, que nós encaminhámos as pessoas, que as pessoas estão salvaguardas, que os clientes e os familiares acreditaram em nós até ao último minuto, que a Segurança Social não interveio na colocação das pessoas e que todas elas estão salvaguardas e bem e felizes”, declarou Maria Manuel Homem, que justificou a opção de manter em sigilo o local para onde foram levados os idosos com a necessidade de “salvaguardar a privacidade das pessoas”

A administradora disse ainda que os funcionários ("cerca de 20 pessoas") da instituição “estão assegurados”. Também sublinhou que o bem-estar e a qualidade dos cuidados prestados aos utentes da Residência Assistida Maria Aurora nunca foram colocados em dúvida por ninguém: “Vocês não ouviram nenhum familiar, nenhum trabalhador, não ouviram ninguém na comunicação social nem na Segurança Social, não houve nunca, nestes anos todos, uma queixa sequer de maus tratos. As pessoas aqui são bem tratadas, são bem cuidadas. Para vossa informação, continuamos a ter procura. Nós ainda há dois dias tivemos procura de pessoas que querem entrar no projecto. Isto é sinal que nós tratamos bem as pessoas”.

Contactada pelo DIÁRIO esta manhã, a Secretaria Regional de Inclusão Social declarou que "não haverá posição pública neste momento" sobre o encerramento desta residência assistida. Este departamento público considera que tem "cumprido escrupulosamente as decisões emanadas pelo tribunal" e lembra que a residência assistida "é de gestão privada" pelo que aguarda novos desenvolvimentos e só vai intervir "caso haja necessidade".