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16 mil pessoas retiradas de Cabul nas últimas 24 horas

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Cerca de 16 mil pessoas já foram retiradas de Cabul nas últimas 24 horas, usando os voos que saem do aeroporto militar da capital afegã, anunciou o Governo norte-americano, que controla o aeroporto.

De acordo com o responsável do departamento de logística do Pentágono, o general Hank Taylor, são agora 42 mil as pessoas que saíram do país desde julho por esta via, incluindo 37 mil desde que as evacuações aéreas foram intensificadas, a partir de 14 de agosto, na véspera da tomada de Cabul pelos talibãs.

Só nas últimas 24 horas e até às 6 da manhã em Lisboa, 61 aviões militares e civis de vários países descolaram do aeroporto militar de Cabul, precisou o responsável, notando que das 16 mil pessoas retiradas durante esse período, 11 mil foram retiradas através de voos militares.

Estes números incluem "alguns milhares" de cidadãos norte-americanos, e milhares de afegãos que tinham cooperado com os EUA, tendo solicitado ou recebido vistos de imigração, bem como afegãos com receio de represálias dos talibãs por trabalharem para Organizações Não Governamentais (ONG), órgãos de comunicação social ou outros empregos criticados pelos talibãs, acrescentou na segunda-feira o porta-voz do Pentágono, John Kirby, citado pela AFP.

O objetivo, apontou, continua a ser a retirada de todas as forças norte-americanas de Cabul até 31 de agosto, o prazo fixado pelo Presidente norte-americano para a retirada do Afeganistão, apesar das objeções dos aliados da NATO, que temem uma diminuição dos voos nos próximos dias para permitir a saída dos 5.800 militares dos EUA destacados para o aeroporto de Cabul.

Na véspera de uma reunião do G7 sobre este tema, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, em declarações na Casa Branca, não descartou a possibilidade de uma extensão do prazo, mas evitou uma resposta precisa, argumentando que a situação está a ser avaliada "dia a dia".

Os talibãs conquistaram Cabul no dia 15 de agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.

As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no seu território o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A tomada da capital põe fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e dos seus aliados na NATO, incluindo Portugal.