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Etiópia tenta mediar tensões entre civis e militares

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O primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed encontra-se em Cartum para tentar mediar as tensões entre os militares no poder e os líderes das manifestações que foram brutalmente reprimidas na capital do Sudão.

Os manifestantes exigem o afastamento dos militares que ocupam o poder desde a queda do presidente Omar el-Béchir, em abril, e exigem que o país seja governado por civis.

Ahmed que chegou hoje a Cartum deve encontrar-se com dirigentes do Conselho Militar que ocuparam o poder depois do afastamento do chefe de Estado.

O primeiro-ministro da Etiópia deve reunir-se também com os organizadores das concentrações que exigem o afastamento dos militares.

“Nós recebemos um convite da embaixada da Etiópia para uma reunião com o primeiro ministro às 11:00 [09:00 em Lisboa] e tencionamos estar presentes”, disse à France Presse Omar al-Digeir, um dos líderes da contestação.

Os atos de repressão contra os manifestantes, na segunda-feira, em Cartum, foram condenados internacionalmente.

Pelo menos 113 pessoas morreram, vítimas da repressão dos militares, de acordo com fontes médicas próximas dos manifestantes.

Segundo os militares morreram 61 pessoas.

Depois da operação de segunda-feira, os manifestantes anunciaram que se recusam a negociar diretamente com os militares no poder.