Jimmy Carter considera que Trump não teria sido eleito sem a ajuda da Rússia
O ex-Presidente norte-americano Jimmy Carter considerou hoje que Donald Trump não teria sido eleito para a Casa Branca sem a ingerência da Rússia na campanha e considerou que o milionário Republicano é “ilegítimo”.
“Não existe qualquer dúvida sobre a interferência da Rússia nas eleições”, considerou o antigo Presidente Democrata (1976-1980) durante um seminário da sua fundação, o Centro Carter, em Leesburg, no Estado da Virgínia.
“E penso que esta ingerência, mesmo que não tenha sido quantificada, demonstraria caso fosse alvo de aprofundado inquérito demonstraria que na realidade Trump não venceu a eleição de 2016”, acrescentou o antigo inquilino da Casa Branca, de 94 anos.
“Perdeu a eleição mas garantiu o seu cargo porque os russos intervieram em seu favor”, assegurou.
Após um inquérito de cerca de dois anos, o antigo procurador especial Robert Mueller concluiu em abril não existirem “provas suficientes” de um conluio entre Moscovo e a equipa de campanha de Donald Trump, apesar de múltiplos contactos. Mas o procurador não isentou o milionário de todas as suspeitas, ao evocar pressões do Presidente sobre o seu inquérito.
Os detratores de Trump recordam que o candidato Republicano venceu Hillary Clinton, apesar de a Democrata ter garantido cerca de três milhões de votos de avanço.
Ao responder se o magnata do imobiliário era um Presidente ilegítimo, Carter respondeu afirmativamente.
O seu antigo vice-Presidente Walter Mondale foi mais direto ao qualificar Donald Trump de “detestável”.
Para Mondale, de 91 anos, Donald Trump é em parte responsável pela ascensão do autoritarismo no mundo porque “aprecia abertamente os dirigentes autoritários e despreza os dirigentes democratas”.